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terça-feira, 21 de abril de 2020

Nessa Quarentena, Todos os Dias são Domingo.


Esses últimos dias em casa tem sido um verdadeiro teste para a minha sanidade. Eu achava que o fato de praticamente ter sido criada entre quatro paredes havia me preparado o suficiente para isso, porém há uma discrepância gritante entre ficar em casa porque você quer e ficar em cada obrigatóriamente porque tem uma pandemia mundial acontecendo, e colocar o pé para fora de casa é um risco não só a sua saúde, mas também a de todos que convivem diariamente com você.
Tenho tentado me manter ocupada distraindo a mente com diversas formas de arte; filmes, séries, músicas e livros tem sido crucialmente importantes para fugir dessa realidade; também tenho tentado escrever, pegar na caneta e transcrever no papel todo vulcão de emoções que eu sinto sempre me ajudou a superar tudo; entretando fazia muito tempo que eu não conseguia escrever nada. Por um tempo tem sido como se as palavras não saíssem mais pelas minhas mãos, como se minha mente não conseguisse processar nenhuma ideia precisa o suficiente para transcrever no papel.
A verdade, é que essa é a primeira vez que escrevo algo em muito, muito tempo, e ainda sim nada disso parece concreto o suficiente.
Talvez a falta da escrita tenha ajudado nessa agravação da minha loucura; eu sempre me senti bem melhor depois que escrevia, era como se tirasse um pouco o peso do mundo dos meus ombros, e eu voltasse a levitar, como um navio que recolhe a âncora e zarpa rumo ao mar aberto. E vamos aos fatos: é bem difícil encontrar inspiração quando tudo o que você vê são quatro paredes e alguns móveis. Uma escritora precisa vivenciar novas experiências para ganhar inspiração; precisamos ver novos lugares, respirar novos ares, falar e ouvir outras pessoas e eu definitivamente não tenho tido muito disso ultimamente, e para falar a verdade tem sido assim a um tempo, bem antes de todo esse caos acontecer as coisas já estavam assim, tenho vivido minha própria quarentena isolada há um longo tempo.
Me sinto num limbo, presa no mesmo lugar sem conseguir sair enquanto todos ao meu redor estão livres para ir e vir.
Há tempos que todos os meus dias tem sido como domingos, e pior: domingos com hiatus de Game of Thrones, ou seja aqueles domingos em que não há nada pelo que almejar.
Domingos para mim sempre foram dias "mortos", onde não há nada o que fazer além de ficar em casa e encarar a solidão, onde mesmo que você tenha qualuqer coisa para fazer seu humor e vibe não deixam, e você só quer ficar deitado vegetando. E o pior é que por mais que você tente cancelar e odiar os domingos, eles sempre trarão as segundas e assim o ciclo vicioso continua, mais uma semanda começa e logo outro domingo chega. Ah, como eu detesto os domingos!
O que mais me atormenta, e saber que não existe uma data específica para marcar o fim desse "tempo de infinitos domingo".
Espero que tudo isso seja mesmo "só uma fase" e que essa fase não se prolongue muito mais. Espero que tudo volte ao normal, ou ao menos que tudo se normalize na medida do possível.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Sentir a Flor da Pele



Ás vezes eu sinto tudo tão intensamente que parece que carrego o peso do mundo nas costas.
Sentir tudo tão a flor da pele assim, em um mundo onde tudo tem se tornado cada vez mais raso, é um grande desafio. Por algum motivo que eu desconheço as pessoas tem estado cada vez mais frias, com medo de se deixar sentir, medo de ser julgado por sentir, medo de sofrer. Por isso escolhem se tornar máquinas quase incapazes de sentir qualquer tipo de sentimento mundano.
Eu sinceramente nunca fui assim, apesar de toda a fama de ser coração gelado que o meu signo me traz, sempre lutei contra a parte de mim que diz que eu preciso ser fria. Perdi as contas de quantas brigas entre minha cabeça e meu coração eu tive que apartar, e por mais que algumas vezes seja necessário deixar a razão falar mais alto, calar meu coração jamais é uma opção.
Carregar toda intensidade no meu ser me trouxe muito mais do que o apelido de Stormheart (Coração Tempestade), ser assim desde criança tem permitido crescer lidando melhor com todas as coisas que eu sinto, tem me ensinado a canalizar todas essas emoções em outras coisas.
Entretanto, talvez a melhor coisa que eu tenha aprendido seja não tentar controlar todos esses sentimentos, apenas deixá-los fluir sozinhos, porque por mais que na hora pareça que eles não irão passar, eles vão. Afinal, tudo passa.
Quando toda a dor e sofrimento me atingem eu desabo em um desfiladeiro profundo onde parece impossível sair, mas eventualmente eu acabo saindo e me reerguendo, acho que talvez Isso tenha me tornado mais resiliente e resistente.
Perdemos tanto tempo tentando controlar nossas emoções e o nossos sentimentos que não nos damos conta do privilégio que é ser capaz de sentir. Nossa capacidade de sentir é o que nos difere das máquinas, dos objetos, das coisas, o não sentir é não viver, é menos ainda que sobreviver, não sentir é morrer.
Por isso, meu lema se tornou se Permita Sentir, não importa o quão doloroso ou o quão intenso seja, apenas se permita. Se deixe levar por qualquer sentimento que você estiver sentindo, no exato momento que você estiver sentindo, porque o não sentir, simplesmente não é para os vivos.
Agora que você leu todo esse desabafo sobre o tão intenso sentir, eu quero que você me prometa que vai se permitir sentir, mesmo quando o que você estiver sentindo te deixar péssimo, deixe. Nunca se prive de sentir nada, se jogue de cabeça, mesmo que você machuque, lembre-se de que a dor é consequência do sentir, assim como a felicidade também. Não se culpe por sentir demais, e nunca peça desculpas por sentir muito, veja isso como uma qualidade e aprenda a amar isso.
A vida é muito curta, para você se privar de sentir, existe todo um mundo lindo aí fora, e com ele um monte de novos sentimentos que você nunca vai sentir se você não se permitir. Se liberte dessa prisão, pare de ouvir aquela voz na sua cabeça que diz que você não precisa sentir, cale essa voz.
Se deixe transbordar por todos os sentimentos que te habitam e te cercam, porque sentir é a melhor coisa de estar vivo.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

O Labirinto de Alasca Young


Recentemente eu tive uma experiência catártica lendo o livro Quem é Você, Alasca? de John Green, e ele abalou bastante minhas estruturas. Passei madrugadas insones pensando em Alasca Young e seu "labirinto".
O Labirinto entra na vida de Alasca através de seu livro favorito: O general no seu labirinto, de Gabriel Garcia Márquez, no qual Simón Bolívar pergunta como sairia desse labirinto.
"Como sairei deste labirinto?" essa pergunta insiste em permanecer na cabeça de Alasca e de Miles praticamente todo o livro, e devo dizer que na minha também.
No livro Alasca diz que o labirinto é a vida ou a morte, e depois decide que não é nenhum dos dois, mas sim o sofrimento; é foi ai que eu comecei a indagar: o que é a vida se não um labirinto de sofrimento?, com algumas faíscas de felicidade momentânea? Acho que a realidade é que nossas vidas seriam bem diferentes, e quem sabe até mais fáceis se aceitássemos que não existe saída. Talvez nossa melhor opção seja simplesmente aceitar, e viver da melhor forma que pudermos, aproveitando cada segundo.
Talvez seja assustador pensar que a vida seja mesmo um labirinto de sofrimento, porém talvez ao mesmo tempo seja reconfortante, para dar sentido a tudo. O fato é que não importa o quanto corremos, jamais encontraremos uma saída estratégica; talvez a única saída seja aquela "rápida e direta" que Alasca acabou encontrando cedo demais. Seria ela a melhor opção? talvez ela seja apenas mais "fácil", porém não sei dizer com certeza se é a melhor, porque assim como Miles não sei muito bem o que acontece após a morte, ou se realmente acontece alguma coisa. Entretanto digo sem dúvida que prefiro viver neste labirinto a saber essa resposta.
Alguém uma vez disse que no fim o destino não importa muito, e sim a jornada; não sei muito bem o porque, mas acredito um pouco nisso.
Não importa o lugar que seu rumo irá te levar, só o que realmente importa é o que você fez durante o percurso. Se riu, se , se aproveitou, lutou, se sofreu, se chorou, se teve coragem, se foi justo, se encontrou propósito e felicidade e principalmente se viveu intensamente.
Talvez esses pensamentos sejam apenas devaneios de uma mente insone, e incrivelmente impactada pelas palavras de John Green, e que porventura tentará a partir de hoje procurar algo ainda maior e mais significativo que um "Grande Talvez".

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

24 Lições Para ter uma Vida Mais Leve & Feliz

  

Olá Galera!
 Hoje é um dia mega especial pra mim por motivos de... Fazem 24 anos que cheguei a este lindo mundão, e por isso eu resolvi fazer uma lista de 24 lições que aprendi em todos esses anos.
Espero que lhes seja útil. 

24 Lições para ter uma Vida mais Leve e Feliz
1- Sempre arrume um tempo para fazer o que você ama.
Eu sei que ás vezes com o nosso caótico dia á dia não da tempo de fazer mais nada, mas é realmente importante tirar um tempo do seu dia para se dedicar a algo que você ame, não importa qual seja seu hobby, sempre tenha perto para ele. Desligar a cabeça de coisas mais importantes é necessário ás vezes.

2-  Mantenha seu redor somente pessoas que te fazem bem.
Em sua vida você vai se separar com pessoas te fazem bem e te fazem mal é importante que você saiba cortar as pessoas tóxicas da sua vida para o bem da sociedade e saúde. Corte as não importa quem seja.

3-  Arrume um tempo do seu dia a dia para meditar.
A meditação além de ajudar muito na  e na coluna te ensina a ser paciente. Sem falar que te traz uma paz imensa que às vezes é tudo que você precisa. Tente meditar de pelo menos  uma vez por dia.

4-  Tenha máximo de animais de estimação que puder.
Animais de estimação são as maiores bênçãos da vida,  eles acalmam as energias e tornam sua vida muito mais alegre e divertida. Tenha o máximo que seu bolso seu coração e sua disponibilidade permitirem.

5-  Saia da sua Confort Zone sempre que tiver oportunidade.
Saber sair da zona de conforto mas a verdade aquilo que dizem sobre Grandes Coisas estarem fora dela. Sempre que surgir uma oportunidade saia da sua e  veja que louca aventura te aguarda.

6- Fique bêbado pelo menos uma vez na vida.
Essa é uma daquelas coisas que você tem que fazer pelo menos uma vez na vida para depois lembrar de nunca mais fazer.  Não precisa nem exagerar, apenas aproveite muito uma vez e depois nunca mais.

7-  Não guarde rancor  e nem perca tempo odiando.
As coisas ruins que você guarda fazer alguém parar de correr por dentro e te fazer muito mal. Não perca tempo odiando ninguém não vale o esforço.  Guarde somente as coisas boas e esquecer tudo de ruim.

8-  Tente ver o lado bom em tudo.
Seja como a Poliana e jogue jogo do contente. Sempre procure ver o lado bom das coisas mesmo das ruins.
Não deixe de notar a beleza oculta que reside em tudo ao seu redor.

9-  Agradeça por tudo.
Seja grata por tudo, exatamente tudo. Se foi bom: te trouxe boas lembranças, se foi ruim: te ensinou algo. Lembre-se disso e seja grata sempre.

10-  Assista muitos filmes, séries e peças de teatro.
Aumente o seu repertório cultural sempre.  Assista novos filmes, séries e peças de teatro sempre que puder. Acredite você aprende muito entrando nesse mundo,  sem falar que são ótimos pra dar aquele merecido descanso para a cabeça.

11-  Não tenha medo de ser quem você é.
A vida é muito curta para você ser alguém além de você mesmo.  Seja sempre você  e teu coração te agradecer  por isso.  Quem realmente te amar  vai te aceitar exatamente como tu és.

12- Dê um tempo para si mesma,  respire e tenha calma. 
Às vezes tudo que você precisa é respirar bem fundo e contar até 10. Calma, respira e não pira. Permita-se dar um tempo para respirar e relaxar.

13-  Aceite: algumas coisas estão além do nosso controle.
Existem algumas coisas que não podemos controlar, por mais que tentemos  imprevistos e acidentes acontecem e em diversas vezes nada para evitá-los, só nos resta aceitar e lidar com isso da melhor forma possível.

14- Cuide de você mesma.
Ter uma vida saudável é fundamental para viver uma vida bem. Então, não coma só besteira pratique algum exercício físico e vá ao médico para check ups regularmente.

15-  Adquira o hábito de ler.
Livros nos permitem exercitar a imaginação ao entrar em mundos mágicos.  Leia o máximo que puder,  livros de qualquer forma, tamanho e gênero, apenas leia.
Você vai descobrir que os livros nos livros nos fazem nos sentir menos sozinhos.

16- Sempre ouça música.
Não importa o que estiver acontecendo na sua vida, sempre música para te ajudar a enfrentar qualquer coisa.
A música na terapia essencial para a vida,  especialmente durante as crises existenciais.

17-  Procure conhecer coisas novas.
Conhecer coisas novas é sempre legal. Se aventure por coisas que você sempre quis saber mas não pode por falta de tempo.

18-  Aprenda um outro idioma idioma.
No mundo atual aprender um outro idioma é quase uma questão fundamental. É sempre bom entender o que os gringos estão falando, sem falar que é super útil no trabalho e na vida acadêmica. Além de ser super divertido.

 19-  Viaje sempre que puder.
Viajar sempre traz as melhores, as mais incríveis e inesquecíveis lembranças.  Sempre que tiver oportunidade viaje.

20-  Permita-se sentir tudo aquilo que estiver sentindo no momento que sentir.
Para aprendermos a lidar melhor com nossos sentimentos é fundamental que você se permita sentir o que o que quer que você esteja sentindo no exato momento em que estiver sentindo.
Não importa se for muito intenso ou não, apenas sinta.

21-  Solte um "foda-se" de vez em quando.
  Em alguns casos as palavras "fodam-se" podem resolver todos seus problemas.  Se deixe tudo para o ar e gritar (Se necessário) de vez em quando.

22-  Pense antes de falar ou agir. 
Pense muito bem antes de falar ou agir.  Coloque no lugar do outro e pense "isso vai magoar alguém?"  e se a resposta for sim  não faça ou diga.

23-  Fique em meio à natureza. aproveite  e aprecie.
Às vezes dia na natureza é tudo que você precisa para recarregar as energias.  faça isso sempre que puder.

24- Se ame! (amor próprio é tudo)
A forma como você se ama ensina os outros como te amar. Ame completamente cada parte sua.

E claro que eu coloquei mais um bônus aqui porque essa talvez seja a maior lição.
*25-  Espalhe amor por onde você for. (faça tudo com amor e coloque ele em tudo que você faz)

terça-feira, 26 de junho de 2018

Discuta com o Destino, Faça Acontecer


  "Não discuto com o destino, o que ele pintar eu assino."
Eu nunca gostei muito dessa frase, provavelmente porque a ideia de alguém, além de mim, controlando minha vida me incomoda, e muito, mas acho que o que mais me incomoda é o fato dessa frase nos tornar conformistas. Tipo: "não conseguiu realizar seu grande sonho? Desista! E entenda que algumas coisas não estão destinadas a acontecer." NÃO! isso é errado, não cabe a nós nos sentar e nos conformar com as coisas que acontecem ou não, cabe a nós lutar para que conquistá-las, a persistência leva a vitória, já desistência nunca levou a nada. Isso não significa que TODOS os seus sonhos irão se realizar se você lutar muito por eles. Ás vezes mesmo com muita luta não conseguimos, mas não é melhor arriscar do que passar a vida toda pensando no "e se?"
Se tem uma coisa que eu aprendi na vida, é que grandes coisas acontecem quando você sai da sua zona de conforto e ousa.
Como disse Martin Luther King: "É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar."

quarta-feira, 20 de junho de 2018

"A resposta, meu amigo, está soprando ao vento."


  Andei pensando em algumas perguntas, perguntas gigantescas que tem sido feitas desde os primórdios da humanidade, e que até hoje permanecem sem respostas. Perguntas como: Qual o nosso propósito?, Da onde viemos e para onde vamos?, Quem somos?, Existem vida em outros planetas? E até mesmo perguntas bestas como: Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
 O ser humano é curioso por natureza, nós vivemos para descobrir, aprender e conhecer; aquilo que é desconhecido nos assusta. No dia que pararmos de aprender, paramos de viver. A sede de conhecimento está em nossas veias como o sangue. 
 Acho que o fato de termos evoluído tanto mentalmente e tecnologicamente, e continuarmos sem respostas, só nos deixa mais preocupados e frustrados.
 Todavia, por que essa necessidade tão urgente por respostas? Por que precisamos definir, saber e dar sentido a tudo? Sendo que as melhores coisas da vida, não podem ser definidas, apenas sentidas. 
 Talvez algumas perguntas devam permanecer sem respostas, talvez alguns mistérios da vida devem permanecer não solucionados, porque no fim das contas, é tudo uma questão de fé, depende da sua crença e o quão forte e importante ela é, e talvez o fato de não haver respostas para tudo seja parte da mágica que é a vida. 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Alguns dias ruins são só isso, dias ruins. Respire fundo e deixe eles passarem.

                   
  Tem dia que tudo que a gente precisa é um tempo livre, pra descansar não só o corpo, mas a mente, principalmente a mente. 
Ás vezes nada certo e precisamos parar por um tempo para entender e até para respirar, com o dia á dia tão caótico como está atualmente, precisamos entender que existem algumas coisas que não podemos controlar, e aceitar isso, essa é uma lição que levamos quase a vida para aprender.
  Ás vezes tudo dentro de mim grita e a vontade de jogar tudo pro alto se torna enorme, mas eu sempre digo que não adianta fazer nada de cabeça quente, então, dou um tempo pra esfriar bem a cabeça e depois penso no que fazer.
 Alguns dias eu só quero ficar em casa maratonando minhas séries favoritas, ou assistir todos os filmes do Nicholas Sparks e com eles colocar para fora todo choro que eu já guardei, por vezes a vontade de sair da cama pra enfrentar o mundo lá fora é inexistente, é como se um peso no meu peito me impedisse de levantar; ás vezes eu só quero ficar em casa deitada, rodeada dos meus muitos gatos e esquecer que existe um mundo lá fora.
 Quantos dias eu não me peguei precisando urgentemente de um abraço, de um dia divertido entre amigas, de um colo ou um ombro, de alguém do meu lado me dizendo que tudo vai ficar bem.
 De vez em quando a gente precisa parar pra respirar e olhar pro céu por cinco minutos, só pra lembrar que alguns dias são só ruins, que eles não duram para sempre, e que eles nos deixam mais fortes, nos amadurecem. 
 Ocasionalmente precisamos de um tempo para lembrar que um dia ruim, não significa uma vida ruim, e que tudo passa.   Aposto que num futuro não tão distante assim você nem vai lembrar dos dias tristes. Porque a vida pode ser difícil, dura, triste e muito louca, mas acho que é mais uma louca mistura de dias de merda com dias de festa. 
Lembrem-se disso!

domingo, 1 de abril de 2018

Eu sou uma aberração, sou uma esquisita... E tudo bem!


  Desde pequena eu sempre tive essa vontade de me enturmar; no fundamental I eu queria ser uma das garotas populares do colégio, no fundamental II eu falava com todos da sala, mas não era tão popular; eu sempre fui a estranha, a louca, a "diferentona", a excluída da sala e isso sempre me incomodou, principalmente porque eu nunca gostei de ser de um grupo só, eu gosto de ser de todos, eu tentava "entrar" e fazer amizade com todos.
 Quando chegou o colegial era a mesma coisa, e foi assim o primeiro ano todo. Até veio o supletivo e isso mudou completamente; acho que o fato de ter pessoas de diferentes tipos e idades deve ter ajudado, mas enfim na primeira semana de aula eu fiquei muda, não fiz nenhuma amizade, pode não parecer, mas eu sou meio tímida e não tenho jeito ou paciência pra fazer amizade (sempre acho que estou velha demais pra isso). Na semana seguinte conversei com uma menina e nos tornamos amigas com facilidade.
 Eu fiquei um ano e meio nesse colégio e no segundo semestre eu já "popular" na sala, falava com todo mundo e quando tinha prova de inglês todos me pediram cola; eu gostava disso: não chama muita atenção, mas também não passava despercebida. Então, aquele um ano e meio de supletivo acabou e veio a faculdade e eu só pensava "vai ser a mesma coisa que o fundamental: muitos grupinhos e eu não vou me encaixar em nenhum."
 O primeiro ano começou cheio de promessa, era uma nova aventura e eu estava empolgada e até meio assustada; parecia que eu finalmente tinha encontrado o meu lugar. Sabe o que é estar em um lugar onde todos tem muitas coisa em comum comum com você? Seja a forma de pensar sobre determinado assunto ou o mesmo gosto pra séries? A faculdade é exatamente assim, e foi assim por um tempo. Porém ultimamente não tem sido assim, sei lá.
 Cheguei a conclusão que isso talvez seja uma coisa que eu aprenda a lidar mais facilmente com o tempo. 
 Acho que eu só preciso me acostumar e aceitar minha própria estranheza e entender que todo mundo se sente um peixe fora d'água às vezes, é que tudo bem ser estranha porque todo mundo tem suas peculiaridades e são essas peculiaridades que nos tornam únicos. 
 Além disso, recentemente eu fui lembrada de que os grandes gênios da humanidade, e os maiores artistas não eram de fato, normais, todos eles tinham seus problemas, suas esquisitices, seus demondem. E como diz Alice "Você é louco, louquinho, mas vou lhe contar um segredo: As melhores pessoas são assim!" 


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Indícios do fim de um Verão


  Assim como o clima de um verão em São Paulo nossa história começou outrora frio, outrora quente. Quando coloquei meus olhos em ti pela primeira vez te detestei, para mim você era apenas um invasor que estava tentando ocupar o meu lugar.
 ‎ Os dias foram passando, se tornando semanas e eu fui percebendo que minha primeira impressão de você não poderia estar mais errada; você era culto, interessado, sincero, gentil e carinho. Tudo isso envolto em um mistério que por mais que eu tentasse, não conseguia desvendar.     Com cautela e muito desejo fomos cedendo ao charme um do outro. Depois do nosso primeiro beijo, eu não queria mais tirar minhas mãos de você, tudo aconteceu tão naturalmente, tão inocentemente; estávamos em um campo aberto, tudo que havia ao nosso redor era a natureza, em sua mais linda e pura forma, nos deitamos na grama um ao lado do outro, e eu não pude deixar de notar a perfeição daquele momento, e te disse o quanto eu amava isso, o modo como tudo parecia se encaixar perfeitamente, como se o mundo pertencesse somente a nós dois. Quando seus lábios tocaram os meus eu senti o infinito, e foi naquele momento que eu soube que te amava.  
 Lembro-me como tudo se tornou mais difícil depois daquele beijo, eu jamais me arrependi, mas confesso que ele tornou a distância entre nós quase impossível e insuportável. Eu queria saber onde você estava, o que estava fazendo e porque não estava comigo. Sua presença me acalentava, mesmo que eu não pudesse tê-lo ao meu lado, e o fato de você ter tentado acabar com tudo antes mesmo de começarmos me corroía por dentro, eu podia não ter a menor ideia do que iria acontecer, mas estava disposta a arriscar, acho que o amor havia me enchido de coragem, de fato. Você insistia em não ceder e permanecia ausente, então comecei a procurar em outras bocas e corpos aquilo que você me negava, mas não fez diferença porque nenhum deles era como você.
 Seus muros foram caindo e nossa amizade restaurada, seria esse o primeiro indício de que o "nós" poderia finalmente acontecer? Para minha alegria sim, você finalmente havia destruído todos os muros que cercavam seu coração e se entregou de corpo e alma a mim. E enquanto minha cabeça repousava em seu peito ouvindo as calmas batidas de seu coração, nossa pequena bolha de amor foi sendo formada, quisera eu viver nela para sempre.
 O fim do verão começava a surgir e você teve que fazer uma pequena viagem, antes de voltar de vez para casa, estava certo de que aquele seria o nosso fim, até que meus pais tiveram a brilhante ideia de me mandar ir com você, eles acharam que já era hora de eu sentir novos ventos nos cabelos, era como se eles soubessem que queríamos mais tempo.  
 Nossa pequena viagem foi curta, mas prazerosa, aproveitamos todos os momentos que podíamos com a companhia um do outro, nos amamos loucamente como se o amanhã jamais fosse chegar, o problema é que ele chegaria mais rápido do que pensávamos, esse pensamento trouxe pesar ao meu coração e lágrimas começaram a surgir em meus olhos e cair pelo meu rosto, você me abraçou e como em uma súplica eu disse "Eu não quero que você vá!" Você me apertou ainda mais contra seu peito e eu coloquei minha cabeça em seu ombro tentando guardar seu cheiro, junto com cada detalhe seu, em minha memória. 
 No dia seguinte fomos a estação de trem, nos despedimos com um longo abraço, foi quase impossível te deixar ir, você entrou no vagão, o ferroviário fechou sua porta, da janela trocamos um breve olhar que pareceu ter um significado maior do que o que parecia e o trem começou a partir.   Enquanto assistia sua partida um filme se passava em minha cabeça, o filme da nossa história, mesmo lutando para contê-las as lágrimas insistam em descer pelo meu rosto, assim que conseguir me controlar liguei para minha mãe pedindo que ela me buscasse, eu realmente não estava em condições de voltar sozinho, precisava de um colo. E enquanto eu voltava completamente arrasado para casa tive consciência de que apenas meu corpo estava voltando, pois meu coração havia sido deixado naquela estação de trem. 
 Com a dor e a solidão como companhia eu tive a certeza de que o que aconteceu entre nós acontecia poucas vezes na vida, o sentir com aquela intensidade que sentimos era raro; nós tivemos as estrelas você e eu e isso apenas é dado uma vez. 
 O inverno chegou trazendo notícias suas; céus eu sentia sua falta mais do que queria admitir, você disse que tinha novidades e eu pensei que você estava noivo, eu mal sabia o quão certo estava (Merda! Maldita boca a minha.) 
 Eu o chamei pelo meu nome como costumávamos fazer, você me chamo pelo seu e disse que se lembrava de tudo. Então, eu entendi, nós jamais nos esqueceríamos daquele verão, ou um do outro, eu jamais te esqueceria porque aquilo não tinha sido um mero amor de verão, você tinha sido meu primeiro amor, portanto estaria marcado em mim para sempre.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Por uma Vida com mais Garças


   Quando eu era criança eu e meus pais costumávamos ir ao Parque Celso Daniel e/ou no Parque Regional da Criança, eu vivi alguns dos melhores dias da minha infância nesses lugares, e todos esses dias tinham uma grande coincidência em comum, em cada um deles eu vi uma garça. 
 ‎Sim, uma Garça, essa linda e nobre ave branca. E eu não sei porque, mas desde então eu comecei a relacionar garças com dias excelentes, as via como um sinal de boa sorte.
 ‎Quer um exemplo: recentemente em meu caminho de ônibus até a faculdade, o ônibus parou em uma curva ao lado do Rio Tamanduateí e em meio a diversos devaneios eu me peguei olhando para o Rio, mais precisamente para sua margem, e o que tinha lá: exatamente, uma Garça. 
 Essa imagem me despertou dois sentimentos: primeiro me veio toda aquela nostalgia dos meus dias de infância, e depois fiquei um pouco de triste pela garça porque ela provavelmente deveria estar em busca de comida e ele definitivamente não encontraria nada "saudável" para comer naquele lugar, mas junto desses sentimentos me veio uma sensação, a sensação de que aquele seria um dia incrível, e realmente foi. 
 ‎Eu não lembro exatamente o que aconteceu nesse dia, pra ser mais precisa não me lembro de nada incomum ter acontecido, mas tenho certeza de que foi um bom dia. E desde então eu voltei a relacionar dias incríveis com garças, confesso que já faz um bom tempo que eu não vejo uma, mas nem por isso eu deixei de ter dias incríveis. 
 ‎Cheguei a conclusão que eu não preciso de garça para ter dias maravilhosos, eu só preciso da sensação que elas me faziam sentir, aquela sensação de que nada vai estragar meu dia, que não importa o que aconteça o dia vai ser espetacular. Eu escolhi viver "uma vida com mais garças". 
 ‎Porque mesmo que eu não as veja, eu sei que elas ainda estão por aí, só esperando para tornar meu dia magnífico só pela suas meras lembranças.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Aqui jaz Felicidade


  O que é felicidade pra você?
 O conceito de felicidade é tão infinitamente ambíguo que o significado para mim pode não ser o mesmo para você.
O dicionário diz que felicidade é "É um sentimento humano de alegria, bem estar e de paz."
 Mas pense um pouco, de uma boa olhada ao seu redor. O que você vê? Quer que eu te diga? Você vê felicidade, em suas mais diversas formas.
 Felicidade é dar um passeio na paulista em pleno domingo ensolarado, é parar pra ouvir músicos de rua que estão lá só por tocar, é passar um domingo almoçando em família depois de uma semana inteira longe deles, é ir passear com seu cachorro (não porque é sua obrigação) mas só pra ver aquele rabo abanando de alegria, é marcar de encontrar seu amor pra ir no cinema ver um filme qualquer ou pra simplesmente ficarem em casa juntos vendo qualquer coisa da Netflix, é tomar sorvete num dia de calor infernal só por estar com vontade, é fazer pipoca e brigadeiro e maratonar sua série favorita que você não vê a um tempão, é fazer um gesto bobo na frente de alguém que você ama só pra tirar um sorriso dela.
 Você já deve ter visto artistas de rua certo? Claro que sim, eles estão em todos os lugares. Pense na última vez que você viu um. Pode ser um músico tocando MPB, um mágico fazendo ilusionismo, um grupo de idosos tocando bossa nova, uma banda de rock tocando algo bem Indie ou até mesmo um deficiente físico cantando Elton John. Pensar em alguma dessas cenas te traz algumas lembranças e possivelmente alguns sentimentos também certo?
 Só pense em porque eles fazem isso. Por que eles são "artistas de rua"? Sendo que alguns são tão talentosos que poderiam estar enlouquecendo multidões em diversos palcos por aí. A resposta é simples, é como eu ouvi de um mágico uma vez é pra trazer alegria para o público, ele sabe que ele não vai ficar rico (e que na verdade ele vai ganhar pouquíssimo dinheiro com isso) mas ele não se importa, ele faz isso pelo prazer de poder fazer, porque isso vai colocar um sorriso no rosto das pessoas e consequentemente no dele também, gentileza atraí gentileza.
  É‎ maravilhoso ver que com tantas atrocidades que acontecem no mundo ainda existem pessoas como esse mágico que estão dispostos a dedicar um pouco do tempo de suas vidas para trazer alegria pro mundo.
 ‎É assim que se muda o mundo, com um ato de generosidade que atraí outro, como um efeito dominó.

sábado, 11 de novembro de 2017

10 meses de sobriedade


  É fim de março, o que significa logo completarei 10 meses sóbria. É incrível como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que experimentei pela primeira vez, definitivamente posso dizer que viciei de primeira; depois da segunda dose ficar sem já me dava abstinência.
  Não tive nenhuma recaída por não ter chances para isso, uma noite substitui a droga pela bebida e entrei em coma alcoólico. Eu tive minha ajuda, minhas amigas foram minha base nessa história, não sei o que faria sem elas; com elas aprendi a mudar meu foco, eu precisava me concentrar em outras coisas, precisava de um novo vício pra substituir um antigo; então, fiz o que eu faço de melhor, me joguei na minha paixão: a escrita.
  Escrever tudo o que eu sentia me ajudou bastante, foi a melhor terapia que eu já tive.
Não acredito que finalmente me livrei dessa droga, acho que hoje posso finalmente dizer que você foi meu maior e mais perigoso vício, eu era completamente dependente de você; seu beijo me deixava alta e seu sorriso me hipnotizava, mas hoje estou livre de você.
  Embora eu precise admitir, só porque eu estou limpa não significa que eu não sinta falta sua falta, porque acredite eu sinto, e muita, mas eu prefiro me viciar em outra coisa; prefiro meu vício em café, em chocolate ou em séries. Não tenho dúvidas que tudo isso me fará melhor do que você e sua ausência de reciprocidade.


domingo, 16 de julho de 2017

Resolvi parar de tentar me definir e deixei isso a cargo do tempo

  Há alguns anos atrás eu escrevi um texto para tentar responder a pergunta "Quem eu sou?"
  Eu lembro que eu comecei ele citando um trecho de Alice no País das Maravilhas... "Eu mal sei, sir neste exato momento... pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então."(...)
  Essa era a citação. Eu lembro que sempre usava esse trecho pra definir quem eu era.  Obviamente eu não tinha a menor ideia de quem eu era na época; e isso era um sério problema pra mim. Provavelmente porque eu sempre pensei "que tipo de pessoa não sabe quem é?", "todo mundo sabe exatamente quem é!"
  E eu tinha certeza absoluta que quando ficasse mais velha saberia exatamente quem eu seria. Porém, alguns anos depois aqui estou eu mais velha e sábia, e confesso que ainda não sei a resposta dessa pergunta, e isso talvez seja uma surpresa pra você, caro leitor, mas eu me alegro muito por isso, hoje não saber quem eu sou não me incomoda nem um pouco.
  Não quero perder meu tempo de vida tentando me definir, tentando procurar respostas; prefiro ser definida pelos meus atos depois que morrer.
  Os que sabem quem são que me desculpem, mas sinceramente não tenho nenhuma pressa em descobrir quem sou. Acho que tenho que me perder muito antes de finalmente me encontrar. Eu realmente prefiro deixar os dias, os meses e os anos passarem e aprender mais e mais sobre mim mesma. Talvez assim quando o dia da minha morte chegar e eu chegar nos portões do Paraíso, ou seja lá o que houver no além túmulo, e quando finalmente me perguntarem eu saberei e responderei sem sombra de dúvidas.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O amor não morre, se transforma

    O amor não morre se transforma. Aquele amor que você sentiu por aquela sua primeira namorada ou namorado continua com você, mesmo que você não perceba; ele só se transformou num tipo diferente de amor ou em outro sentimento, como carinho ou amizade.

 Quer um exemplo? Você namorou o João anos atrás, o término foi até que tranquilo, não houve traição nem nada do tipo, só aconteceu porque vocês queriam coisas diferentes. Depois do término você não o vê a mais ou menos ums cinco anos, até que um dia você está indo para faculdade e lá está ele, do outro lado da rua lindo como sempre; e no momento em que você colocou os olhos nele de novo seu coração dispara completamente; você começa a pensar "mas eu tenho certeza que esqueci ele. Por que isso está acontecendo?" E de fato, você esqueceu ele, porém quando você reencontrou ele todas as lembranças de cada momento que vocês passaram juntos fez seu coração acelerar e isso te traz uma mistura de nostalgia e carinho. Isso também é amor. Você não estar com alguém para amá-la, você pode até ter superado esse antigo amor, mas ele continua contigo; já faz parte da sua história, de quem você se tornou após sua partida.

 Cada amor que entra em nossas vidas começa uma fogueira, um incêndio e quando ele apaga, além das cinzas que te marcaram. também deixa uma faísca, uma fagulha que só precisa de um "empurrãozinho" para voltar a queimar; seja esse empurrãozinho um toque, um olhar, uma conversa, um reencontro ou um beijo; pode ser qualquer coisa. Entretanto o reacender dessa chama pode não ser o mesmo, o sentimento pode não ser o mesmo que era; sabe aquela frase "nada se perde, tudo se tranforma."? Pois é, o amor é exatamente assim, ele nunca perde, não totalmente.  

domingo, 7 de maio de 2017

Ode à Lua


  Lua, velha amiga quantas histórias já não compartilhamos?
Tua luz já me iluminou nas horas mais sombrias;
Gosto de sempre tirar um tempo do meu corrido dia a dia para te olhar, nem que sejam apenas 5 minutos, isso me traz uma paz que talvez anos de meditação jamais trariam;
Tua onipresença me acalenta, porque eu sei que não importa onde eu esteja, tu sempre vais estar lá e isso faz com que eu não me sinta tão ;
Tuas fendas assim como cicatrizes me mostram tua resiliência;
Te ver tão distante me faz querer te ter por perto, ás vezes sonho que vivo em ti assim como o Pequeno Príncipe no asteróide B-612, inclusive as pessoas constumam sempre dizer que eu vivo no teu mundo e confesso que isso me alegra;
Te observar sozinha em meio as estrelas me fez perceber como somos parecidas;
Te invejo por teres tantas constelações brilhando perto de ti; 
Teu brilho não me cega como o do sol, tú és tão gentil que quem vê teu brilho passa a enxergar além do que vê;
Porém talvez a melhor coisa sobre ti seja que tu une nações e quebra fronteiras, aos teus olhos somos todos sonhadores esperando que nunca pares de iluminar nossos sonhos.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Cause I've got a Stormheart


   Ultimamente eu tenho me encontrado num estado de inércia, de paz, uma estranha tranquilidade tem tomado conta da minha vida (não sei se de fato tem alguma coisa haver, mas entrei no meu paraíso astral recentemente e isso deve estar a ajudando.)
 Acho que posso dizer que estou no arco íris depois da chuva, ou melhor na calmaria que vem antes da tempestade. E por mais estranho e incrível que isso pareça eu não gosto nada disso, eu odeio essa inércia, odeio porque vivi nela a minha vida toda.
 Não me leve a mal, é bom ter que viver nela; principalmente porque eu não tenho a menor ideia do que pode vir depois dela. Será algo terrível ou algo maravilhoso?
 Eu sempre digo que gosto de estar preparada para o que vem a seguir, mas a verdade é que parte de mim gosta de ser surpreendida de não poder controlar tudo, de perder completamente o controle ás vezes.
 Porém por mais que eu ame a sensação de liberdade que essa inércia me dá, outra parte de mim mal pode esperar para a louca tempestade que está por vir.
 É loucura eu dizer isso, mas eu nasci do caos, eu fui forjada nele; e eu sei que a vida é feita de calmarias e tormentas, mas eu gosto de navegar com o mar agitado, adoro desafios, mar calmo nunca me agradou. Meus amigos costumam me chamar de "Stormheart", dizem que eu tenho um coração cheio de tempestades guardadas, formadas por tudo que eu sinto, e olha que não é pouco. Porque eu sinto e sinto muito, acho que mesmo se tentassem jamais conseguiriam inventar um instrumento para medir o tamanho da minha intensidade.
 Eu sei que essa calmaria não vai durar muito e que quando ela acabar eu vou sentir falta dela (isso até ela voltar como sempre faz) e que eu tenho que aprender a aceitar e a conviver com ela, porque a vida é assim mesmo. Um dia é a calmaria de um lindo dia ensolarado, no outro é o caos de uma forte chuva
Quando o assunto é vida não existem meios termos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Felicidade Não Me Inspira a Escrever


  Sabe aquela história "corações felizes não escrevem boas canções"
Pois é, estou começando a acreditar que é a mais pura verdade. Veja bem, eu me encontro em uma situação em que estou muito bem comigo mesma; abracei minha solidão e a maravilhosa liberdade que ela me deu e estou aproveitando meu paraíso astral, acho que posso dizer que estou bem feliz neste momento atual da minha vida. 
 E acho que esse é o problema. Não que a felicidade seja um problema, é só que desde que essa estranha felicidade me invadiu eu não tenho tido inspiração para escrever, escrever sobre qualquer coisa. Acho que minha fonte de inspiração deve estar ligada diretamente ao meu coração de alguma forma, porque desde que ele se remendou da última vez que foi partido que eu não consigo escrever. 
 Talvez eu literalmente tenha um coração de escritora; um coração que precisa de um motivo que o faça bater mais forte, uma "musa" que lhe de inspiração para escrever. 
 De qualquer forma eu vou me acostumar com essa estranha felicidade e curti-la enquanto ela dura, afinal, felicidade assim a gente não consegue todos os dias. Além disso, se dizem que energia positiva atrai mais energia positiva então talvez felicidade atraia mais felicidade; quem sabe ela não atraia muita gente feliz para minha vida.
 A vida é uma porção de loucuras aleatórias, quem sabe para onde ela vai nos levar e quem iremos encontrar no caminho, de fato aposto que num outro dia desses quando eu menos esperar, eu vou pegar a caneta e vou voltar a escrever.
 É só uma questão de tempo e de não pressionar a inspiração. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Chave da Felicidade


   Sabe aquela história de que a felicidade só depende de nós mesmos? Ela é a mais pura verdade.  Felicidade é um estado de espírito se você está em paz com seu espírito e com você então ótimo. 
 Existem pessoas que tem de tudo e não são felizes, bem aquela coisa de que dinheiro não trás felicidade, e outras que tem pouco e são completamente felizes com o que tem, e vice e versa também. 
 A Felicidade não está em coisas materiais como dinheiro e as coisas que ele pode comprar. 
 Se você pensar "Hoje vai ser um ótimo dia!" se você acordar com esse pensamento positivo todos os dias, sua vida será bem melhor; positividade atrai positividade e negatividade atrai negatividade.
 Não estou dizendo que todos os dias serão ótimos, porque não serão, até porque dias de merda fazem parte da vida; a vida é uma montanha russa cheia de "dias altos" e "dias baixos", se não fosse pelos dias ruins não saberíamos aproveitar os bons certo? Sobre os dias ruins faça apenas uma coisa... Jogue o "Jogo do Contente" não importa quão ruim o dia tenha sido, sempre tente tirar alguma coisa boa dele... Foi demitido do emprego? Agora você vai poder mudar de área, vai poder correr atrás daquele emprego dos seus sonhos que você queria a um tempão. O dia foi exaustivo e estressante? Mas e quando você chegou em casa e foi recebido com todo amor pela sua linda família? isso faz o dia não ter sido tão ruim, não é mesmo? Olhando dessa forma seu dia nunca será completamente ruim. 
 A felicidade está nas coisas simples, como um sorriso, um beijo, uma rosa, um chocolate. Ela esta dentro de você mesmo. Basta você encontrá-la.
 A vida é muito curta para deixar de ser feliz, para não acordar todos os dias se sentindo extraordinário e acreditando que algo realmente incrível vai acontecer.
 Encontre a alegria de viver, encontre a felicidade que mora dentro de você. ;D 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Esteriótipo do Amor


   O ser humano sempre teve essa necessidade de rotular tudo, de estereotipar tudo; mas talvez o pior erro que cometemos seja estereotipar o amor.
 Nós Estereotipamos o amor de diversas formas, seja comparando um amor antigo com um novo, ou julgando o amor dos outros; nós dizemos que um amor é melhor ou pior que o outro, que é “mais bonito” ou “mais feio” que outro e até que é mais real ou falso que outro.
 Por exemplo, anos atrás as pessoas estereotiparam o amor entre pessoas do mesmo sexo como uma coisa errada, como um pecado, e infelizmente algumas pessoas ainda pensam assim hoje em dia, mas por que é errado? O que ou quem define que o amor é errado? O amor nunca é errado, somos nós que agimos errado e dizemos que foi em nome dele.
 Precisamos parar de estereotipa-lo e começarmos a senti-lo mais, precisamos simplesmente nos deixar levar por ele. Porque o amor é uma coisa tão maravilhosa que se nós o estereotiparmos demais acabamos com a emoção do sentimento, temos que curti-lo enquanto dura, além disso, tantas outras pessoas se não o trabalho de nos estereotipar então pra que tirar o trabalho delas, não é mesmo?
Então, o que me diz... 
Quer viver um amor sem estereótipos comigo?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Intolerância



Foto: Mathias Galdi

 Me chamam de criança por não levar a vida tão a sério;
Me chamam de lésbica incubada por defender o movimento LGBT;
Me chamam de "feminazi" por ser feminista;
Me chamam de chata por ser seletiva;
Me chamam de depressiva por não estar feliz o tempo todo;
Me chamam de revolucionária por tentar mudar o mundo;
Me chamam de solitária por gostar da solidão;
Me chamam de grossa por dizer a verdade;
Me chamam de sonhadora por ter a cabeça nas nuvens;
Me chamam de patricinha por eu não trabalhar;
Me chamam de masculina pela maneira como eu me visto;
Me chamam de Hippie por amar a natureza;
Me chamam de drogada por fumar maconha;
Me chamam de vadia por ficar com vários homens;
Me chamam de terrorista por causa da minha religião;
Me chamam de "esquelética" por eu ser muito magra;
Me chamam de vaidosa por eu não sair sem maquiagem;
Me chamam de descrente por eu não ter religião;
Me chamam de criminosa por eu ter roubado comida;
Me chamam de santinha por eu ser devota;
Me chamam de nojenta por eu não comer de tudo;
Me chamam de marginal por eu ter piercings e tatuagens;
Me chamam de metida pelo meu olhar;
Me chamam de aparecida por eu ter cabelo colorido;
Me chamam de "Louca dos Signos" por eu gostar de astrologia;
Me chamam de negrinha pela cor da minha pele;
Me chamam de sedentária por eu não gostar de me exercitar;
Me chamam de Geek por gostar das coisas que eu gosto;
Me chamam de Gorda por estar acima do peso;
Me chamam de boazinha por eu gostar de ajudar os outros;
Me chamam de pavio curto por eu não ter paciência;
Me chamam de nômade por eu não parar em um lugar só;
Me chamam de caso perdido por eu não me conformar;
Me chamam de "boca suja" por eu falar muito palavrão;
Me chamam de nerd por eu ser estudiosa;
Me chamam de estranha pela minha maneira de agir;
Me chamam de louca por eu ir ao psiquiatra;
Me chamam de diversas coisas, tentando me rotular; algumas palavras não me ofendem, por serem uma pequena fração daquilo que eu sou;
outras vezes as palavras doem como um soco na boca do estômago, e o pior é que ficam ecoando sem parar na minha cabeça; mas ai eu paro e penso: Seus adjetivos não me definem, suas ofensas não me definem. Muito pelo contrário elas apenas me mostram seu caráter e o tipo de pessoas que vocês realmente são.
 Rotular alguém não define ninguém além de você mesmo, os rótulos são para produtos. A humanidade precisa para de julgar uns aos outros. O único jeito de tornar o mundo um lugar melhor é matando a intolerância. A intolerância é para os ignorantes. 
 A vida é muito curta e o mundo é muito lindo e grande para perdemos tempo com uma coisa tão estupida quanto a intolerância.