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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Crítica: Rocketman


   Rocketman é uma carta de amor a Elton John, o filme é visualmente lindo, roteirizado quase poeticamente.
O roteiro não poupou nada, como toda boa história de um Astro do Rock mostra o lado bom e ruim da fama, ele abusa do sentimentalismo, equilibrando o tom com pitadas de comédia e muitos números musicais.
 Ele praticamente conta a história do Elton através das músicas.
E por falar em músicas Taron Egerton e Dexter Fletcher não copiaram Elton com elas, aproveitando que o próprio Elton deu total liberdade criativa para eles darem sua personalidade para as músicas, e o mais incrível é que eles conseguiram fazer isso sem alterar a alma e a identidade delas.
 Sem criar uma caricatura de Elton John, Rocketman mostra o conflito que ele tinha entre seu presente/futuro (vulgo Elton John) e seu passado (vulgo o garotinho gordinho e tímido que era Reginald Dwight), além de mostrar todo os traumas de seu passado com seus problemas familiares. 

 Taron Egerton está magnífico no papel, ele não capta os trejeitos de Elton perfeitamente, como seu alcance vocal também.
 Ele mostra Elton John como o fenômeno cultural que é, de sua ascensão à quase ruína (o ápice com as drogas e a bebida), para depois sua triunfante volta por cima.
 Rocketman celebra a vida de Elton John como artista magnífico que é, que reabriu todas suas velhas cicatrizes para que sangrassem em forma de arte, mas precisamente em forma de músicas que encantam públicos de diversas idades até hoje.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Crítica: Capitã Marvel



  Depois de 10 anos no mundo cinematográfico a Marvel finalmente lançou seu primeiro filme com uma protagonista feminina, na quinta-feira  (07/03) Capitã Marvel estreou nos cinemas brasileiros mostrando todo o poder da heroína que já foi confirmada como a mais poderosa do MCU, até agora. 
 Em Capitã Marvel a dupla de diretores Anna Boden & Ryan Fleck ousam ao fazer uma história de origem diferente, o roteiro apresenta a a personagem sem dar muito enfoque ao seu passado, sua história é apresentada através de flashbacks o público vai descobrindo o passado conforme ela própria descobre. 
 A introdução da personagem é bem explicativa, você entende bem quem ela é, o quão poderosa ela é e sua importância para os próximos filmes; o filme se autoexplica, de modo que se você for introduzido ao MCU (Marvel Cinematic Universe) por ele você não fica perdido, não é preciso ver os outros filmes da Marvel ou ler HQs para entendê-lo. 
 A lacuna que liga Capitã Marvel com os outros é preenchida e faz sentido, ela deixa uma brecha para Vingadores Ultimato, e quem sabe até para outros. 
 A história do filme é um círculo bem fechado; apresenta um problema, apresenta duas soluções para ele e dá o  livre arbítrio a Carol e sua consciência. 



Brie Larson captou bem a essência de Carol Danvers com seu humor ácido, seu jeito sarcástico e desafiador. Para quem está acostumado a ver um lado mais sereno de Brie (Ganhadora do Oscar de melhor Atriz em 2016 pelo filme O Quarto de Jack) talvez até estranhe. 
 É sempre bom ver atores e atrizes saindo da suas zonas de conforto ao interpretar personagens completamente diferentes de sua própria persona, com Larson isso fica evidente em tela; Brie que se declara uma pessoa completamente introvertida deixa claro a paixão que criou por sua Capitã e o quanto a personagem a mudou. Não é nem preciso seguí-la nas redes sociais para ver a dedicação e importância que ela deu a Carol, basta você ver uma entrevista com ela e em seguida o filme que já fica nítido o quanto de sua alma e coração ela colocou no filme. 


 Os personagens secundários são cativantes e responsáveis por humanizar a Capitã, quando a vemos com Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Rambeau (Lashana Lynch) e sua filha Monica (Akira Akbar) vemos um lado mais leve e descontraído dela, é como se a a convivência com eles a tornasse menos kree e mais humana, neles está o segredo para que ela não esqueça quem realmente é, com eles ela finalmente se encontra.
 A química entre Larson e Jackson é um dos elementos que faz o filme dar certo, o bom relacionamento dos dois é inegável, tanto dentro quanto fora das telas. E por falar em Nick Fury, é completamente hilário ver uma versão mais jovial e despreocupada do personagem, trabalho que talvez em parte seja da computação gráfica, que fez um excelente trabalho rejuvenescendo Jackson, mas cuja o maior crédito pertencente ao próprio ator, por mostrar um lado inédito do personagem. 


 Quem rouba a cena em diversos momentos do filme é Goose, a gata/flerken de Carol, quando a alienígena felina aparecia em tela a risada era 100% garantida.
 A trilha sonora, assim como a de Guardiões da Galáxia, funciona como uma cápsula  do tempo nos transportando diretamente para os anos 90, o que te deixa completamente nostálgico, especialmente se você nasceu na década. Aliás, apesar de a época do filme não ser tão relevante (de modo que o filme talvez funcionasse igualmente bem, caso se situasse em qualquer outra época) é realmente divertido ver todas as referências a década de 90. 

 É quase impossível não comparar o filme com Mulher Maravilha, principalmente quando levamos em conta que ele é o único outro filme de super-heroína que temos. Assim como o filme de Patty Jenkins, ele também é um filme feminista sem levantar bandeiras diretas, ele só é feminista por ter uma mulher como protagonista e por contar a história do ponto de vida dela. A história de vida de Carol talvez atinja mais o público feminino do que a de Diana, ao menos empaticamente falando. Carol Danvers passa por situações que toda mulher já passou, ela foi ensinada a duvidar de seu potencial desde pequena, ela cresceu em um mundo machista e entrou em uma profissão masculinizada o que fez com que ela precisasse provar o seu valor em cada passo do caminho, no fim ela ela finalmente entende que só cabe a si mesma calar as vozes em sua cabeça, mostrando que sua força vem de si e que a única pessoa que ela tem que impressionar é ela mesma. 
 Talvez Capitã Marvel não tenha o grande impacto que Pantera Negra, ou até mesmo Mulher Maravilha, mas isso definitivamente não tira sua importância e legitimidade. 
 A lição principal do filme está ligada diretamente a humanidade de Carol Danvers, o que a torna humana e mantém sua conexão empática com o público é o fato de que não importa  quantas vezes ela caia, ou quantos a dirão que ela não é capaz, ela sempre irá se levantar dizendo "SIM, EU POSSO E EU VOU!"  
 Sobre o futuro da Marvel duas coisas são certas: 1º ele está em excelentes mãos e 2º Thanos realmente não tem noção do que está prestes a enfrentar. 


sábado, 3 de novembro de 2018

Bohemian Rhapsody - Crítica


  Quando o assunto cinebiografias vem à tona  polêmicas começam a surgir. O roteiro conseguirá aprofundar toda a vida da persona em si ou não? Quais partes precisam ser destacadas? E quais não precisam? 
 Entretanto, quando a persona em questão foi um dos maiores compositores/cantores do mundo, as complicações dobram. 
 Quem poderia interpretar o icônico Freddie Mercury nos cinemas? A resposta parecia estar em Sacha Baron Cohen, mas por conflitos de ideias com os membros do Queen, Cohen abandonou o projeto. Eis que surge um ator norte americano de origem egípcia chamado Rami Malek. 


 Conhecido por ganhar o Emmy de 2016 por sua atuação na série Mr. Roboto, Malek também pode ser lembrado por suas participações em Um Noite no Museu e em A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2. 
 O filme conta a história da formação do Queen sem se aprofundar, mostrando o início de tudo até pouco antes do fim.
O roteiro apesar de destacar a vida pessoal do cantor, não se preocupa em detalhar a fundo todos seus relacionamentos amorosos, deixando claro desde o começo sua sexualidade, sem levantar bandeira alguma. (Exatamente como Freddie tratou a questão em vida.)
 O que mais é mostrado no filme é sua relação com Mary Austin, musa responsável por lhe dar inspiração para o grande hino Love of My Life, e com os outros membros do Queen em si. 


 Bohemian Rhapsody deixa claro que a existência de Freddie Mercury e da Queen dependiam uma da outra, a banda não existiria sem ele, assim como também não existiria sem Bryan May, Roger Taylor e John Deacon. Cada um foi fundamental para a banda ter o sucesso que teve. Se uma mesa tem quatro pernas, e uma de suas pernas é arrancada, é provável que essa mesa caía ou penda mais  para um lado. Assim era o Queen, uma combinação completamente única e insubstituível.
 Rami Malek, tirou de letra a difícil missão de encarnar Mercury, ele transmitiu bem a enigmática, porém excêntrica persona que Freddie era. O ator é tão expressivo que consegue transmitir diversos sentimentos com um simples olhar.
 O carisma de Rami só perde para sua incrível presença de palco, apesar de optado por dublar as canções (por motivos claramente óbvios). Sua interpretação vai muito além da aparência (que foi levemente alterada para se assemelhar com a de Freddie), todos os trejeitos do cantor foram replicados, assim como toda a dominância que ele tinha no palco. É simplesmente lindo ver o brilho em seu olhar durante uma cena de show, ou produzindo os álbuns em estúdio de gravação ou até mesmo escrevendo as músicas.
 Apesar de Rami Malek se destacar, seus colegas de elenco também não ficam para trás Gwilym Lee também fez um excelente trabalho como Bryan May, ele foi capaz passar toda a vibe tranquila que May tem, Ben Hardy que interpreta Roger Taylor nos mostra um lado mais rebelde e atrevido de Taylor e Joseph Mazzello encarna John Deacon de um modo bem ardiloso.  
 A história nos mostra um pouco da busca incessante de Freddie por alguém para amar, e como a vida de celebridade pode muitas vezes ser solitária e sedutora. Nos mostra como ter todo o mundo aos seus pés não é suficiente, como sempre vai existir um vazio cuja a necessidade humana sempre nos fará tentar preenchê-lo de alguma forma.
 As cenas de apresentações da banda são arrasadoras tanto da perspectiva do público como da banda.
 Bohemian Rhapsody emociona de uma forma como só Freddie Mercury foi capaz de emocionar, com sinceridade, amor e sofrimento. Ele colocar em poesia a mistura louca e emocional que foi o Queen, e nos faz entender o que tornou a banda um fenômeno. O que os diferenciava era o fato deles serem, parafraseando o próprio Mercury, serem "Quatro desajustados que não pertencem juntos, tocando para outros desajustados, para os exilados bem no fundo da sala, que têm certeza de que eles não pertencem também." 
  Mostrando uma história de uma família, que assim como todas tinha seus atritos, seus altos e baixos, mas que foi unida por algo maior: um amor a música e ao público. 


domingo, 14 de outubro de 2018

Crítica: Nasce Uma Estrela


  Quando a ideia de fazer um novo filme  com a história de Nasce uma Estrela surgiu muito acharam que não daria certo. Fazer uma quarta versão de um filme que já foi muito aclamado, na certa não daria certo. Quando surgiu em 2002 a ideia original era ter Will Smith e alguma estrela como protagonistas e Joel Schumacher como diretor, na época a escolha para ser par com Smith estava entre Alicia Keys e Jennifer Lopez, porém essa ideia acabou não se concretizando e o projeto foi guardado. Muito tempo depois ele foi parar nas mãos de Nick Cassavetes, que seria responsável pela direção, com Beyoncé como favorita para protagonizar. Em 2011, o projeto mudou de mãos novamente e dessa vez foi para Clint Eastwood, oficialmente com Beyoncé, entretanto devido a sua gravidez ela acabou rompendo os planos para o filme. O assunto só voltou a ser falado novamente quando Bradley Cooper obteve os direitos para dirigir o filme no lugar de Clint, com foco das negociações apontando para Lady Gaga como protagonista.
Tudo isso já seria motivo o suficiente para desistir dessa "ideia de louco", mas quando Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) em pessoa te diz pra desistir, você tem que desistir certo? Errado. Bradley Cooper foi em frente e fez o filme mesmo com todos contra. E devendo das graças aos céus pela persistência dele.


  Se fosse preciso escolher uma palavra para definir o primeiro trabalho de Cooper em uma palavra, essa palavra não poderia ser outra além de Ousadia, e percebemos isso quando vemos que seu nome está cada canto do filme (Bradley não só dirige e protagoniza o filme como também, produz, roteiriza, canta e ainda participou das composições das músicas.)
  Se a personagem Ally (Lady Gaga) é responsável pelo título do filme, Jackson Maine (Bradley Cooper) está no caminho totalmente oposto. Em seu papel ele interpreta um cantor de meia idade que tem diversos problemas com vícios que escondem um dramático passado.
Logo no primeiro encontro, Bradley & Gaga transbordam química, isso fica claro na primeira vez que Jackson vê Ally performando La Vie En Rose, o olhar na cara de Cooper transmite esperança, encanto, paixão e muito mais.
 O filme equilibra bem o tom dramático das  "cenas musicais" (que a propósito, são tão realistas que te arrepiam completamente (e o mérito disso vai em parte para Gaga, que fez questão de ter suas cenas cantadas ao vivo.)
 A direção de Cooper foi certeira e dinâmica, ele equilibra bem o filme entre o drama e as cenas musicais, com algumas pitadas de comédia e uma boa dose de romance.
 Se nos primórdios de sua carreira de atriz Lady Gaga (ou Stefani, como você preferir) foi criticada por muitos que diziam que ela era melhor cantora do que atriz, aqui ela quebrou paradigmas, fazendo jus ao seu Globo de Ouro (vencido por sua performance que dividiu opiniões em American Horror Story: Hotel) ela prova que é sim uma atriz nata. Quando vemos Ally em cena quase nos esquecemos de quem a interpreta, ela conseguiu transmitir toda a inocência, pureza e força da personagem de um jeito único e cativantes, só lembramos de é ela mesma quando Ally começa a adentrar o mundo Pop da música. Suas performances musicais no filme são responsáveis pelos arrepios que o filme causa (que vão do início ao fim). Desde a primeira vez que ouvimos a voz de Gaga temos uma experiência completamente catártica (seja quando ela canta Over the Rainbow completamente a capela ou com a própria La Vie En Rose, ainda mais com Shallow e nos dilacera o coração com I'll Never Love Again).


 O filme mostra bem aquela velha história de Hollywood de que enquanto alguém está cada vez mais no topo, outro está cada vez mais no fundo do posso. (Enquanto a carreira Ally ascende como uma estrela, a de Jackson decai cada vez mais.)
Assim também é o relacionamento de Ally & Jackson, que apesar de ser repleto de amor (não só um pelo outro, mas também pela música em si) e de cumplicidade (o que faz com que eles sejam melhores juntos) prova tristemente que o amor nem é o bastante para salvar alguém.
 O filme é em si um espetáculo completo.
A fotografia do filme capta bem o clima da performance, tanto pela perspectiva do artista como também a do público.
 As músicas cativam, arrepiam e emocionam o tempo todo.
 O roteiro, apesar de repleto de clichês,  funciona, com alguns diálogos emocionantes, mas poucos tão impactantes, o filme nos dá o que promete: um romance sobre duas estrelas, que mesmo seguindo caminhos opostos, encontram uma razão maior em comum para ficar juntos e fazer darem certo (o que nos faz perceber que alguns clichês são inesquecíveis, e às vezes necessários para tornar grandes histórias grandes.)
 Nasce Uma Estrela prova que uma história atemporal pode ser contada repetidamente desde que seja contada pelas vozes certas e novas.
Clipe da música Shallow cantada por Bradley e Gaga no filme
 

domingo, 29 de outubro de 2017

Crítica: Thor Ragnarok



  A História do Deus do Trovão no mundo cinematográfico é teve altos e baixos. Seu primeiro longa solo foi bom, apresentou a história do personagem de maneira eficiente, já o o segundo errou feio em apresentar um vilão fraco que não causou tanto impacto. Então quando o terceiro longa do herói foi confirmado veio aquela dúvida: será ele tão bom quanto o primeiro ou ele repetirá o erro do segundo?
 Thor Ragnarok é dirigido por Taika Waititi (O que fazemos nas sombras) e narra a história do filho de Odin tentando impedir que a profecia do Ragnarok aconteça com seu reino (O Ragnarok é mais ou menos o equivalente ao apocalipse para os nórdicos),
 Nas primeiras cenas do filme vemos Thor enfrentando Surtur e descobrindo a verdade sobre quem realmente está no trono de Asgard, ninguém mais ninguém menos que seu irmão Loki, conforme o mostrado no final de The Dark World. Após derrotar Surtur e desmascarar Loki, Thor e seu irmão partem em busca de Odin, o que gera o encontro com o Mago Supremo, Stephen Strange, em uma já apresentada nas cenas pós créditos de Doutor Estranho mas mais prolongada.
 Quando finalmente encontra seu pai, ele lhe conta a verdade sobre o Ragnarok e a história de Hela, a Deusa da morte. Pouco tempo depois do reencontro Odin dá seus últimos suspiros, depois da morte de Odin Hela surge, destrói o Mjonir, o poderoso martelo de Thor, toma posse de Asgard e manda Thor e Loki para longe.
 Enquanto tenta voltar para casa para impedir a destruição de seu lar ele é capturado por Valkiria (Tessa Thompson) e levado para Salkar onde é obrigado a se tornar um  gladiador pelo Grão Mestre (Jeff Goldblum).
 Na primeira grande luta de Thor já temos um embate que é puro fanservice, ele deve enfrentar Hulk, seu companheiro de equipe. A rivalidade que começou em Vingadores (e que gerou um pequeno, porém inesquecível, embate entre os dois) se torna mais decisiva nesse filme, já que Banner se encontra no "modo verde" por 2 anos desde o último embate dos vingadores contra Ultron.
 O terceiro filme do Deus do Trovão conta com uma trilha sonora com uma vibe bem futurista que lembra Tron e Blade Runner 2049, uma direção de arte e fotografia de tirar o fôlego e um roteiro que agrada.
 O filme tem a dose certa de humor e ação, ele equilibra bem os dois tons.
Chris Hemsworth provou mais uma vez que seu maior talento vive na comédia, Tom Hiddleston continuou a mostrar o grande dilema que é Loki Laufeyson, mas entre as atuações do filme a que encantam mesmo são as dos novatos. Tessa Thompson conquista com sua heroína despedaça e afrontosa, que foi reduzida a "caçadora de recompensa"; Jeff Goldblum proporciona grandes gargalhadas com seu Grão Mestre que é uma mistura de poder e estupidez, porém é Cate Blanchett que rouba a cena com sua antagonista Deusa da Morte, quando Hela aparece em cena ela a domina por completo com sua presença aterrorizante e poderosa, percebesse claramente o quanto Blanchett se entregou e se divertiu ao debochar o filho de Odin.
 Sendo a primeira vilã em um filme do universo Marvel, Cate Blanchett acabou roubando para si o título de melhor vilã do mundo cinematográfico da Marvel (tiítulo que pode ser roubado pelo Thanos de Josh Brolin nos próximos filmes dos Vingadores).
 Se foi a última vez que vemos o Thor de Chris Hemsworth em um filme solo do Herdeiro de Asgard então, verdade seja dita: o Deus do Trovão definitivamente jamais será esquecido.


domingo, 8 de outubro de 2017

Crítica: Blade Runner 2049


  Quando o assunto é fazer um reboot, um remake ou uma continuação de um filme antigo a preocupação se torna frequente. Ou porque o filme não é tão bom quanto o original ou a primeira parte ou porque eles mudam a história e acabam a destruindo.
‎ Então, quando a continuação do clássico Blade Runner de 1982 foi anunciada a preocupação se tornou um peso nos ombros de muitos fã e cinéfilos, talvez em parte porque para a maioria Ridley Scott teria perdido o jeito de fazer filmes de ficção científica, mas eis que surge Denis Villeneuve (que foi indicado ao Oscar por sua direção em A Chegada) e tira o peso da preocupação das nossas costas.
 ‎Blade Runner 2049 se passa 30 anos após o primeiro filme e conta a história do Caçador de Replicantes K (Ryan Gosling) que começa uma investigação que pode mudar completamente a forma como os humanos lidam com replicantes. No início do filme não fica muito claro qual é o papel de Gosling no filme, além de tomar o lugar do personagem de Harrison Ford, porém conforme a trama se desenvolve a importância do papel de Gosling fica clara.
‎ Diferente de Scott que não conseguiu fazer com que a sua versão do primeiro filme fosse para os cinemas, Villeneuve fez o filme que quis, sem estragar tudo que Scott fez, e definitivamente deixou sua marca.
 ‎ O roteiro do filme é bem escritos e possui dois plota que surpreendem o público.
 A trama do filme não tem mudanças de ritmo, como IT por exemplo que se reveza entre o terror e a comédia, muito pelo contrario o ritmo sereno segue sendo o mesmo até que seu grande plot acontece.
‎O que mais impressiona além da trama inovadora, que não aperta muito aquela mesma tecla Homem X Máquina, é a semelhança com o filme de 1982; o visual do novo filme é todo parecido com o antigo (mantendo o tom sombrio com pouca iluminação na maioria das cenas), a trilha sonora continua sendo tão futurista e marcante quanto a antiga, a fotografia do filme é bem parecida com a do antigo e ele também é repleto de referências do primeiro filme.
‎Blade Runner 2049 é a prova que dá sim pra mexer com um clássico sem tirar sua essência, tudo que é preciso é encontrar o diretor certo como Villeneuve.


sábado, 18 de março de 2017

Crítica: A Bela e a Fera


   A Bela e a Fera é sem sombra de dúvida uma das maiores obras primas da Disney. Quando a versão Live Action da animação de 1991 foi confirmada a pergunta que surgiu na cabeça do público foi: Será que a nova versão conseguiria cativar tanto o público quanto a primeira?
Quando Emma Watson foi confirmada no Papel de Bela, as expectativas se tornaram altas, afinal a eterna interprete de Hermione Granger era até então a "Bela da Vida Real", mais tarde um elenco brilhante foi anunciado e com roteiro escrito por Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) e Evan Spiliotopoulos (O Caçador e a Rainha do Gelo) e a direção ficaria por conta de Bill Condon (Conhecido por Dreamgirls e pela Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 1 & 2)
  Assim como Cinderela a versão Live Action da primeira animação a ser Indicada ao Oscar de Melhor Filme foi recriada fielmente; os cenários estão divinos, assim como os figurinos; a trilha sonora foi lindamente repetida pela dupla Alan Menken & Howard Ashman (que também foram responsáveis pela trilha sonora da animação) porém com alguns pequenos ajustes.
  Emma Watson realmente fez jus ao título de "Bela da Realidade", ela conseguiu captar completamente a personalidade marcante e encantadora da personagem; Emma ainda acrescentou um certo toque feminista e inovador a ela. Com exceção de uma cena especifica onde Watson parece meio perdida e sem imaginação, sua atuação está bem simples e boa, apesar de se encaixar perfeitamente no papel, Emma não foi nada excepcional, nada além do seu habitual.
A Fera de Dan Stevens também não foi nada de extraordinário, apesar de ser mais compreendida por alguns novos elementos da história inseridos no roteiro, seu personagem deixou o ator irreconhecível pela imensa quantidade de CGI que lhe foi inserida; fato que talvez tenha desfavorecido o ator e o filme. Assim como a Fera puramente de CGI de Stevens os empregados/objetos do palácio também sofreram com a exagero de CGI; exagero que só é esquecido pela personalidade cativante que os Dubladores deram aos personagens.
 Talvez o maior ladrão de cena do filme seja o LeFou de Josh Gad; a versão de Gad, que causou polêmica por ter acrescentado um toque de "Gay Enrustido" a personalidade do personagem, da o tom cômico do filme; juntamente com ele esta o Gaston de Luke Evans que "copiou" bem a personalidade de Macho Alfa do personagem; Evans também deu um show cantando, a cena da música Gaston acabou sendo sem dúvida a melhor performance do filme; título que deveria pertencer a À Vontade (Be Our Guest) que apesar de ter a linda voz de Ewan McGregor foi desvalorizada pelo CGI. 
 O filme realmente é o que prometeu ser, uma versão com atores reais do clássico de 1991, com algumas novidades que incrementam a história do casal protagonista. 
 Um filme pura nostalgia de uma história velha com o tempo (como diz a música própria "Tale as Old as Time...") que vai te fazer voltar a ser criança e acreditar em Contos de Fadas. 

sábado, 4 de março de 2017

Crítica: Logan



   Se o propósito de Logan era encerrar a história do Wolverine nos cinemas ele fez isso formidavelmente. O filme que encerra a história de Hugh Jackman como o Herói das Garras de Adamantium chegou ao cinemas na última quinta-feira e foi uma linda carta de despedida ao personagem. 
 Se a FOX quis revolucionar com o filme do Mercenário Tagarela, com Logan ela da continuidade a "revolução", repetindo as cenas violentas de luta que justificam a classificação etária do filme. 
 Logan nos mostra um lado do Wolverine nunca mostrado antes, diferente dos outros filmes que nos dava um X-Men rebelde e lutador, o filme nos dá um Logan vulnerável e debilitado, o Ex X-Men agora trabalha como chofer para cuidar de um Professor Xavier ainda mais velho e debilitado. Logan não está só vulnerável fisicamente como também psicologicamente, parece que o fato dele ser um dos últimos mutantes restantes se tornou um fardo um pouco pesado para seus ombros já cansados das bagagens que ele carrega. Eis que surge outro problema para ele resolver, mais uma bagagem para ele carregar: Laura Kinney, a X-23. Ele é procurado pela Mexicana Gabriela que pede sua ajuda para salvar Laura dos homens que a caçam. Ao mesmo tempo em que ele se recusa a voltar a ativa ele também se vê obrigado a ajudá-la pela insistência de Xavier que persiste em lembrá-lo que a menina é como ele e de certa forma é sua filha. 
 Logan nos da uma pitada de tudo: de drama, de comédia e de ação. Hugh Jackman comove com seu Velho Logan, assim como Patrick Stewart também; porém quem rouba a cena com sua X-23 é Dafne Keen, para quem é já conhece a personagem vai concordar que é impossível não lembra dela no desenho X-Men: Evolution; Keen definitivamente faz jus a personagem. 
 Se foi a última vez que vimos Hugh Jackman na pele do Wolverine digo sem dúvidas que ele se foi dignamente, o filme traz tudo aquilo que os fãs mais queriam. Falando como fã se eu pudesse mudar apenas uma coisa no filme eu colocaria uma referência ao uniforme de Wolverine, pois apesar de saber que provavelmente nunca veremos Hugh Jackman com o clássico uniforme de seu personagem, seria interessante ao menos mencioná-lo. 
 Com o Velho Logan e a pequena porém poderosa Laura, podemos dizer que Logan é um fim de uma era, de um ciclo, mas também o começo de outro.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Um Amor chamado Cinema


   Tenho me questionado como e quando meu amor, minha paixão pelo cinema surgiu e para ser franca eu não tenho a menor ideia. Para falar a verdade eu nem lembro qual foi o primeiro filme que eu vi no cinema, embora eu tenha a impressão que pode ter sido Tarzan, mas não sei ao certo. 
 Confesso que isso provavelmente começou por causa de todos os filmes que eu tenho visto essa semana, eles me fizeram acreditar que talvez eu tenha achado a resposta para essa pergunta. Afinal, o que faz as pessoas se apaixonarem pelo cinema?
Como todo amor ele provavelmente começa do nada, mas alguns carregam isso no sangue, na história. O fato é que sempre tem um filme onde dizemos "E foi assim que esse amor surgiu..." mas qual? E o por que disso? O que aquela história tinha que te cativou e comoveu tanto? 
Quer um exemplo? Sempre que me perguntam qual o filme da minha vida, qual o filme que eu queria que fosse a história da minha vida, sabe qual eu respondo? Forrest Gump. Por que? Além do fato do Tom Hanks estar maravilhoso nele, além de eu amar toda a inocência e simplicidade do Forrest. Pela história, e se tem uma coisa que esse filme tem é historia; o Forrest conheceu Elvis Presley, John Lennon, John F. Kennedy e ainda atravessou um estado correndo; Forrest Gump é a definição do que significa viver intensamente. 
 Eu sempre costumo dizer que o cinema é minha religião, ele é sagrado pra mim. É lá que eu coloco minha fé, é lá que ela é testada; é nele que eu acredito, é ele que abre cada parte da minha mente e a expande completamente. 
 O cinema é onde os excluídos brilham, é onde as histórias dos exilados e dos losers são contadas. É a arte de maravilhar, de eternizar; é comover, é fazer mágica e fazer com que as pessoas acreditem em magia.
 Quando o nome de Grace Kelly é dito as pessoas se lembram da Grace, Princesa de Mônaco ou da Grace, Musa de Hitchcook? Ou quando Orson Wells é mencionado as pessoas se lembram dele como o rígido e chato cineasta ou como o gênio diretor que tornou Cidadão Kane a obra-prima que é? Ou quando pensam em Elizabeth Taylor se lembram do seu gosto super refinado, das inúmeras vezes que ela se casou ou em como ela estava magnífica em Cleópatra e A Megera Domada? E Bette Davis ela é lembrada por ter sido uma das maiores bitches que Hollywood já teve ou por suas divinas atuações em A Malvada e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? 
Essas e diversas outras pessoas foram eternizadas pelo cinema. 
 Então, são por histórias como a de Desmond T. Doss; de Catherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson; de Alan Turing; Louise Banks; Mia & Sebastian; Dorothy Gale; Scarlett O'Hara; Alexander Supertramp; Alan Ralston e Cheryl Strayed que eu amo o cinema. Pelas Histórias nunca contadas e pelas histórias que enchem meu coração de sonhos, felicidade, inspiração e imaginação. 

sábado, 19 de novembro de 2016

Crítica: Animais Fantásticos & Onde Habitam


   Depois de 5 anos do fim de Harry Potter a Magia do mundo de J.K.Rowling está de volta as telas do cinema como nunca visto antes. 
 Diferente da saga anterior de Rowling essa se passa na Nova York de 1926 nos apresenta o Magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) que chega na cidade em um momento um tanto quanto pertubardor, uma força misteriosa anda espalhando destruição pela cidade, sem contar os ataques de Grindewald um criminoso procurado que vem tocando o terror por onde passa. Realmente a hora perfeita para os "bichinhos" de Newt escaparem, não é mesmo? Pois devido a um simples engano é isso mesmo que acontece. 
 É ai que Newt conhece Tina Goldstein (Katherine Waterston) uma ex-auror que vê em Newt a chance de ter seu antigo emprego de volta. 
  O filme é bem nostálgico, apesar de não citar nenhum outro personagem da saga Harry Potter, com exceção de uma breve citação a Alvo Dumbledore e a um sobrenome bastante conhecido e não muito amado pelos fãs da saga do bruxo. 
 O roteiro é impecavelmente escrito pela autora, que trouxe um mundo dos livros para o cinema de forma como só ela sabe. O filme todo faz com que o público mergulhe de cabeça no mundo dos sonhos de Rowling, assistir o filme é como entrar (vulgo ler) um de seus livros. 
 A trilha sonora é brilhantemente composta por James Newton Howard, ela é uma das principais responsáveis pelo tom Nostálgico do filme, por lembrar bastante o tom de John Williams em Harry Potter e a Pedra Filosofal. 


 Os personagens são envolventes e divertidos; Eddie Redmayne da vida brilhantemente a um personagem que poderia ser descrito como uma versão de si mesmo, Katherine Waterston da o tom da Heroína Certinha (com um certo que de Hermione Granger) enquanto a Alison Sudol (que interpreta irmã da personagem de Waterston) da o tom completamente opostoe a Dan Fogler da o tom cômico do filme. O personagem de Ezra Miller tem bastante destaque e nos mostra um lado obscuro de Miller não visto antes.
 Apesar de não tratar diretamente disso, o filme lida com assuntos bastante atuais como intolerância e aceitação. Além de inovar com diversidade colocando uma Mulher Negra com um papel forte e importante como a Presidente da Macusa (O Congresso Mágico dos Estados Unidos, o equivalente ao Ministério da Magia em Harry Potter) 
 O filme deixa aquele gostinho de quero mais e mostra que quando o assunto é o Mundo Mágico da Imaginação de J.K. Rowling há realmente muita coisa a ser explorada.




sábado, 6 de agosto de 2016

Crítica: Esquadrão Suicida


   Essa semana chegou ao cinemas o filme mais esperado para os fãs da DC Comics: Esquadrão Suicida. 
 Depois da decepção que foi Batman vs. Superman ouso dizer que a maioria das pessoas tinham certas dúvidas sobre o filme, incluindo essa pessoa que vos escreve. Várias perguntas surgiram na cabeça do público: a DC conseguiria fazer uma boa adaptação da história? Será que esse filme seria melhor que o seu antecessor? Como seria o Coringa de Jared Leto? 
Para a maioria dos fãs Esquadrão Suicida era a grande chance da DC ultrapassar a rival Marvel, as expectativas do filme eram altas, altas até demais. 
 A História do filme era até então uma coisa inédita no cinema; afinal, como o próprio diretor do filme, David Ayer disse não se trata dos heróis contra os vilões (nem vice-versa) se trata dos Vilões contra um mal muito maior. O filme tinha a difícil missão de fazer o publico leigo simpatizar com a história dos vilões. E digo com toda a certeza que conseguiu. 

 O roteiro é bem desenvolvido, apresenta bem os personagens e soube equilibrar o tom cômico e o sombrio. 
Sobre as atuações Viola Davis, Margo Robbie e Will Smith merece destaque. Davis conseguiu captar a personalidade autoritária e enigmática de Amanda Waller; enquanto Margo Robbie roubou a cena e acabou se tornando a estrela do filme, a interpretação Robbie foi maravilhosa e fiel a pessoa estilhaçada, louca e apaixonada que é a personagem Arlequina; já Will Smith particularmente foi o que mais me impressionou (confesso que das escolhas do elenco o nome de Smith foi o que mais me causou discórdia) fico feliz em dizer que o eterno Maluco no Pedaço calou a minha boca, seu Pistoleiro trouxe fielmente toda a personalidade bagunçada do personagem. 



 Já o Coringa de Jared Leto mostrou fielmente todo o poder do personagem e um pouco de sua psicopatia, porém a interpretação de Leto deixou deixou a desejar, seu Coringa ficou mais parecendo um mafioso, um rapper gângster do que o grande vilão psicopata que realmente é. O fracasso de Leto só é compensado quando suas cenas com Margo Robbie são mostradas. Os dois conseguiram mostrar de forma sublime o relacionamento obsessivo e violento disfarçado de romance de seus personagens. 


 O filme também pecou em dar muita enfase em personagens já conhecidos e negligenciou outros que mereciam ser mais explorados como Capitão Boomerang e Katana.
Esquadrão Suicida foi a redenção da DC, que mostrou que ainda está no páreo e que ainda há muita coisa boa por vir.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Crítica: X-Men - Apocalipse


 Na semana passada aconteceu a estreia do sexto filme da franquia X-Men (Vulgo terceiro da nova franquia de mutantes) X-Men Apocalipse. 

O filme tem um dos melhores roteiros da franquia, apesar de ter algumas pontas soltas; a história do Apocalipse foi simplificada, o que a tornou entendível. 
 Sobre os membros do novo elenco: Eu particularmente fiquei bem contente com Tye Sheridan (Que interpreta a versão mais jovem de Scott Summers, o Ciclope), Kodi Smit-McPhee (Que faz jovem Noturno) e Ben Hardy (que da vida ao jovem Anjo)
 Porém minha maior surpresa do filme foi a Jovem Jean Grey de Sophie Turner, para a interprete de Sansa Stark de Game of Thrones coube o papel mais importante do filme, o de derrotar o Apocalipse (Se você nasceu nos anos 90 como eu e assistia X-Men Evolutions no SBT, você deve se lembrar que esse papel era da vampira na série animada). 
 Entretanto nem todos do novo elenco foram tão bons quanto esses três, pelo contrário o filme negligenciou alguns dos personagens mais interessantes como a Tempestade (Alexandra Ripp), a Jubileu (Lana Condor) e também a provável maior decepção do filme Psylocke (Olivia Munn). Munn até teve algumas "grandes cenas de ação" mas sua participação se limitou a isso, assim como a personagem de Ripp. Provavelmente se apresentação das duas tivesse sido mostrada no filme como foi a dos outros, talvez as duas fossem melhor aproveitadas.


Uma das melhores coisas no filme foi mostrar um lado humano de Magneto que ainda não tinha sido visto no cinema. Assim como Capitão América - Guerra Civil vimos um lado mais emocional de Tony Stark, X-Men Apocalipse fez o mesmo com Magneto, mostrando um Erik Lehnsherr pai de família e trabalhador.
Se fomos comparar X-Men Apocalipse com os outros Blockbusters de Super-Heróis lançados nesse ano; ele definitivamente foi melhor que Batman vs. Superman, por ter a história que o filme do Morcego não teve, mas dizer que ele foi melhor que Capitão América Guerra Civil, seria um equívoco. Apesar do filme não ser ao todo ruim, também não passou perto de ser a Obra-Prima que Guerra Civil foi.











domingo, 1 de maio de 2016

Crítica: Capitão América - Guerra Civil

     E o filme mais esperado do ano para os Marvelnaltas realmente não decepcionou.

 O filme apesar de não ser muito fiel aos quadrinhos, acabou se tornando melhor que a história original, por ter mais ação e o roteiro tem mais potencial, por ter sido bem desenvolvido.

 O conflito é muito bem explicado, e começa depois que um incidente envolvendo os Vingadores gera danos colaterais, o governo então começa a querer controlar os heróis criando um tratado que dizendo que os Vingadores só poderam agir caso forem chamados. Com isso a equipe se divide entre os que concordam com o tratado (Time Homem de Ferro) e os que não concordam com ele (Time Capitão América). Depois que um ataque terrorista a ONU acontece, cuja o principal suspeito é o Soldado Invernal (Bucky Barnes, Melhor Amigo de Steve Rogers) o Capitão então resolve defende-lo (arrastando o Falcão junto com ele) o que faz com que os três se tornem fujitivos.

 Os efeitos especiais são espetaculares, as cenas de lutas são muito bem coreografadas e ambos os times são muito bem introzados. 

 Eu particularmente gostei muito do papel de Wanda Maximoff no filme, a Feiticeira Escarlate foi muito melhor explorada do que em A Era de Ultron (adorei as cenas dela com o Visão, mostraram bem a faísca que existe entre os dois). O novato Pantera Negra foi muito bem apresentado, e mostrou todo seu potencial, já a mais nova adição ao elenco da Marvel, o novo Homem-Aranha de Tom Holland, foi mal apresentado e desenvolvido, o novo Cabeça de Teia foi relativamente fraco se comparados ao anteriores (Holland vai ter que esforçar muito para ser páreo pra Garfield e Maguire).

 O grande clímax do filme, envolvendo Steve, Tony e Bucky foi muito bem explicado, é uma daquelas cenas que mais surpreenderam no filme, e fizeram o público enlouquecer no cinema. 

 Guerra Civil é sem dúvida algum um dos melhores filmes já feito pela Marvel (pra não dizer o melhor feito até agora), e um dos grandes do ano.


sábado, 26 de março de 2016

Crítica: Batman vs. Superman

    

   O primeiro embate de Super Heróis do Cinema em 2016 começou de forma intrigante. De um lado temos o morcego de Gotham que depois de os acontecimentos de Homem de Aço, passou a considerar o Superman uma ameaça contra a humanidade. Do outro temos o Homem de Aço sendo julgado por pelas suas baixas do filme anterior. O que não sabíamos é que por trás desse embate há uma mente psicótica: Lex Luthor, o inimigo número 1 do Superman "organiza" toda essa briga esperando que o Morcego acabe com o Filho de Krypton (Luthor até sequestra Martha Kent afirmando que irá matá-la caso Clark não entrgue a cabeça do morcego á ele) ele inclusive da uma forcinha para que isso aconteça entregando de bandeja kriptonita para o Morcego. 

  Entretanto Luthor não contava com uma coisa, ele não contava com a perspicácia de Lois Lane, a reporter do Planeta Diário chega bem a tempo de salvar seu amado de ser morto pelo Batman, os dois então resolvem se aliar, O Morcego vai salvar Martha Kent e O Kriptoniano vai deter Lex Luthor, mas quandorele chega até Luthor, ele já havia criado um monstro capaz de matar toda humanidade, ele cria o Apocalipse do Homem de Aço.
É ai que entra a querida e esperada Mulher Maravilha, enquanto Clark e Bruce tentam sem sucesso matar o monstro Dianna Prince entra em cena com todo seu Glamour ensinando aos dois como acabar com monstros. Mas como acabar com um monstro kriptoniano que fica mais forte a cada coisa que atiram nele? A resposta se encontra na kriptonita.
Eis então que Clark Kent tentando salvar sua amada Lois, acaba pegando a lança de kriptonita que antes tinha sido feita para matá-lo e usa para destruir o Apocalipse, se sacrificando para salvar todos, causando assim seu trágico fim. 
O filme não é de todo o mal, tem seus pontos fortes como a ação e os efeiros, mas pecou na história, o roteiro ficou muito vago, é como se eles estivesse tão focado na briga que esqueceram de incrementar a história. 
Um dos pontos fortes no filme foi a interpretação de Jesse Eisenberg como Lex Luthor, Eisenberg pode ser gerado dúvidas no começo quando foi escalado como Lex, mas sua brilhante interpretação foi o que particularmente me surpreendeu no filme. Outra interpretação que chama atenção foi a Mulher Maravilha de Gal Gadot, Gal rouba a cena em todas as cenas que aparece, desviando o foco dos dois protagonistas (suspeito que tenha sido por isso que ela não tenha aparecido muito, para não desviar tanto o foco dos dois).  
Quanto ao novo Batman de Affleck, só posso dizer que ele não foi um Batman de todo o mal, apesar de ser meio "mole" e resolver as coisa mais com armas do que com a força bruta. 
  Concluo afirmando que o filme não foi uma maneira ruim de reiniciar a história da DC, apenas uma maneira modesta de começar a introduzir a Liga da Justiça.


sábado, 5 de março de 2016

Crítica: Deadpool

  

   Primeiro de tudo um conselho: quando for assistir Deadpool (se você não o conhece) esqueça tudo o que já ouviu falar, ou viu do cara. (e se livre da imagem do herói bonzinho, o típico bom moço estilo Capitão América. Como Wade Wilson já diz no filme, Deadpool não é a história de um cara bom perseguindo caras maus; é a história de um cara mau perseguindo caras piores que ele.
A história de Wade Wilson não é parecida com nada visto antes no cinema; Wilson é um anti-herói, "um mercenário" vestido dr vermelho (o que aliás, tem um ótimo motivo para isso) mas que apesar de não tentar, acaba se tornando um herói (com direito a salvamento da donzela em perigo, um beijo de amor e tudo mais).
Você provavelmente está se perguntando então o que essa história tem de diferente das outras que já vimos? A resposta é curta e simples: O tom comíco. A personalidade forte e sarcastica de Wilson é o que diferencia o filme. A comédia é o principal super poder nessa história; digamos que se você for ao cinema vê-lo com toda a tristeza do mundo, te garanto que você vai sair da sessão rindo ou com pelo menos um sorriso no rosto.
É praticamente impossível não rir das piadas de Wade Wilson, ele consegue brincar até com coisas sérias e mórbidas como o câncer e a morte. 
Preciso dizer que as melhores piadas são quando Reynolds zoa outros filmes da Marvel (alguns até da própria Fox), digamos que nem o Wolverine saiu impune das piadinhas. Reynolds também zoa se Lanterna Verde e até sua própria atuação. 
  Deadpool é um filme para todos os gostos; o filme tem muita ação, romance, piadas, efeitos especiais, momentos hilariantes e épicos.
Podemos afirmar que todos os erros catastróficos que cometeram com o personagem foram compensados. 
Quanto a Ryan Reynolds dizer que ele caiu perfeitamente no papel é pouco, basta dizer que é verdade o que dizem: Ou você faz um bom personagem da DC num filme miserável, ou você vive o bastante pra fazer o personagem mais hilariante da Marvel num filme épico.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A Preciosa Lição de DiCaprio

   O Oscar que aconteceu no último domingo foi muito mais do que uma entrega de prêmios.
A premiação mais esperada do mundo cinematográfico serviu também para nos dar uma preciosa lição (e não, eu não estou falando sobre a questão do racismo ou da diversidade em geral.) Estou falando da Preciosa Lição que Leonardo DiCaprio nos deu ao receber seu primeiro Oscar de Melhor Ator (e antes que você pergunte. Isso não é sobre o que ele disse no discurso dele; apesar de tudo que ele disse sobre o aquecimento global ser importante também) a maior lição qur DiCaprio nos ensinou foi a aprender a ter paciência, a esperar.
Você deve estar se perguntando como o Leo nos deu essa lição? Como? Simplesmente esperando 22 anos por aquela estatueta; sim, ele esperou todo esse tempo por esse prêmio, por esse reconhecimento.
A importante lição que tiramos dessa história é, nas palavras de Renato Russo "Quem acredita, sempre alcança!" Na vida, nada é fácil, nada vem sem luta; mas isso não deve ser um motivo para desistirmos, muito pelo contrário, é por essa razão que temos que nos esforçar ainda mais. Não importa quanto tempo leve, quando você faz o que você ama e da o seu melhor, o universo começa a conspirar a seu favor.
Então faça um favor a si mesmo e sempre que pensar em desistir use a história do Leo como inspiração. Se ele conseguiu você também consegue.
E se lembre: "Believe that dreams come true every day, because they do!"

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Crítica: Jogos Vorazes - A Esperança Parte 2


   Se 2015 foi o ano dos Blockbusters, Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2 entra facilmente para o top 5 de Blockbusters do ano.
Como fã fica difícil não perceber a fidelidade com o livro, que podemos afirmar com certeza que não deixou os fãs insatisfeitos. (Ao menos na minha sessão ninguém saiu dela colocando defeitos ao filme)


 Se a Primeira parte foi tediosa, parada e com pouquissíma ação a segunda parte preencheu as expectativas com seus grandes efeitos especiais, suas grande cenas de ação (algumas que deixaram o expectador completamente em agonia), seus ótimos e marcantes diálogos, sua linda fotografia e direção de arte (e também figurino) e porque não dizer suas brilhantes atuações por Jennifer Lawrence (que teve mais cenas dramárica exigentes  do que nos outros filmes), Josh Hutcherson (que se destacou em suas cenas de violência) e como deixar de fora Julianne Moore (que definitivamente não deixou a desejar com sua Alma Coin).


  Se foi fim da Saga Jogos Vorazes (Que não foi o que pareceu no cinema, onde os os fãs permaneceram tão animados, fiéis e apaixonados como no primeiro filme.) A saga teve um fim mais que digno, um fim que não deixará a História de Katniss Everdeen ser esquecida tão cedo.