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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Crítica: Rocketman


   Rocketman é uma carta de amor a Elton John, o filme é visualmente lindo, roteirizado quase poeticamente.
O roteiro não poupou nada, como toda boa história de um Astro do Rock mostra o lado bom e ruim da fama, ele abusa do sentimentalismo, equilibrando o tom com pitadas de comédia e muitos números musicais.
 Ele praticamente conta a história do Elton através das músicas.
E por falar em músicas Taron Egerton e Dexter Fletcher não copiaram Elton com elas, aproveitando que o próprio Elton deu total liberdade criativa para eles darem sua personalidade para as músicas, e o mais incrível é que eles conseguiram fazer isso sem alterar a alma e a identidade delas.
 Sem criar uma caricatura de Elton John, Rocketman mostra o conflito que ele tinha entre seu presente/futuro (vulgo Elton John) e seu passado (vulgo o garotinho gordinho e tímido que era Reginald Dwight), além de mostrar todo os traumas de seu passado com seus problemas familiares. 

 Taron Egerton está magnífico no papel, ele não capta os trejeitos de Elton perfeitamente, como seu alcance vocal também.
 Ele mostra Elton John como o fenômeno cultural que é, de sua ascensão à quase ruína (o ápice com as drogas e a bebida), para depois sua triunfante volta por cima.
 Rocketman celebra a vida de Elton John como artista magnífico que é, que reabriu todas suas velhas cicatrizes para que sangrassem em forma de arte, mas precisamente em forma de músicas que encantam públicos de diversas idades até hoje.

domingo, 29 de outubro de 2017

Crítica: Thor Ragnarok



  A História do Deus do Trovão no mundo cinematográfico é teve altos e baixos. Seu primeiro longa solo foi bom, apresentou a história do personagem de maneira eficiente, já o o segundo errou feio em apresentar um vilão fraco que não causou tanto impacto. Então quando o terceiro longa do herói foi confirmado veio aquela dúvida: será ele tão bom quanto o primeiro ou ele repetirá o erro do segundo?
 Thor Ragnarok é dirigido por Taika Waititi (O que fazemos nas sombras) e narra a história do filho de Odin tentando impedir que a profecia do Ragnarok aconteça com seu reino (O Ragnarok é mais ou menos o equivalente ao apocalipse para os nórdicos),
 Nas primeiras cenas do filme vemos Thor enfrentando Surtur e descobrindo a verdade sobre quem realmente está no trono de Asgard, ninguém mais ninguém menos que seu irmão Loki, conforme o mostrado no final de The Dark World. Após derrotar Surtur e desmascarar Loki, Thor e seu irmão partem em busca de Odin, o que gera o encontro com o Mago Supremo, Stephen Strange, em uma já apresentada nas cenas pós créditos de Doutor Estranho mas mais prolongada.
 Quando finalmente encontra seu pai, ele lhe conta a verdade sobre o Ragnarok e a história de Hela, a Deusa da morte. Pouco tempo depois do reencontro Odin dá seus últimos suspiros, depois da morte de Odin Hela surge, destrói o Mjonir, o poderoso martelo de Thor, toma posse de Asgard e manda Thor e Loki para longe.
 Enquanto tenta voltar para casa para impedir a destruição de seu lar ele é capturado por Valkiria (Tessa Thompson) e levado para Salkar onde é obrigado a se tornar um  gladiador pelo Grão Mestre (Jeff Goldblum).
 Na primeira grande luta de Thor já temos um embate que é puro fanservice, ele deve enfrentar Hulk, seu companheiro de equipe. A rivalidade que começou em Vingadores (e que gerou um pequeno, porém inesquecível, embate entre os dois) se torna mais decisiva nesse filme, já que Banner se encontra no "modo verde" por 2 anos desde o último embate dos vingadores contra Ultron.
 O terceiro filme do Deus do Trovão conta com uma trilha sonora com uma vibe bem futurista que lembra Tron e Blade Runner 2049, uma direção de arte e fotografia de tirar o fôlego e um roteiro que agrada.
 O filme tem a dose certa de humor e ação, ele equilibra bem os dois tons.
Chris Hemsworth provou mais uma vez que seu maior talento vive na comédia, Tom Hiddleston continuou a mostrar o grande dilema que é Loki Laufeyson, mas entre as atuações do filme a que encantam mesmo são as dos novatos. Tessa Thompson conquista com sua heroína despedaça e afrontosa, que foi reduzida a "caçadora de recompensa"; Jeff Goldblum proporciona grandes gargalhadas com seu Grão Mestre que é uma mistura de poder e estupidez, porém é Cate Blanchett que rouba a cena com sua antagonista Deusa da Morte, quando Hela aparece em cena ela a domina por completo com sua presença aterrorizante e poderosa, percebesse claramente o quanto Blanchett se entregou e se divertiu ao debochar o filho de Odin.
 Sendo a primeira vilã em um filme do universo Marvel, Cate Blanchett acabou roubando para si o título de melhor vilã do mundo cinematográfico da Marvel (tiítulo que pode ser roubado pelo Thanos de Josh Brolin nos próximos filmes dos Vingadores).
 Se foi a última vez que vemos o Thor de Chris Hemsworth em um filme solo do Herdeiro de Asgard então, verdade seja dita: o Deus do Trovão definitivamente jamais será esquecido.


sábado, 4 de março de 2017

Crítica: Logan



   Se o propósito de Logan era encerrar a história do Wolverine nos cinemas ele fez isso formidavelmente. O filme que encerra a história de Hugh Jackman como o Herói das Garras de Adamantium chegou ao cinemas na última quinta-feira e foi uma linda carta de despedida ao personagem. 
 Se a FOX quis revolucionar com o filme do Mercenário Tagarela, com Logan ela da continuidade a "revolução", repetindo as cenas violentas de luta que justificam a classificação etária do filme. 
 Logan nos mostra um lado do Wolverine nunca mostrado antes, diferente dos outros filmes que nos dava um X-Men rebelde e lutador, o filme nos dá um Logan vulnerável e debilitado, o Ex X-Men agora trabalha como chofer para cuidar de um Professor Xavier ainda mais velho e debilitado. Logan não está só vulnerável fisicamente como também psicologicamente, parece que o fato dele ser um dos últimos mutantes restantes se tornou um fardo um pouco pesado para seus ombros já cansados das bagagens que ele carrega. Eis que surge outro problema para ele resolver, mais uma bagagem para ele carregar: Laura Kinney, a X-23. Ele é procurado pela Mexicana Gabriela que pede sua ajuda para salvar Laura dos homens que a caçam. Ao mesmo tempo em que ele se recusa a voltar a ativa ele também se vê obrigado a ajudá-la pela insistência de Xavier que persiste em lembrá-lo que a menina é como ele e de certa forma é sua filha. 
 Logan nos da uma pitada de tudo: de drama, de comédia e de ação. Hugh Jackman comove com seu Velho Logan, assim como Patrick Stewart também; porém quem rouba a cena com sua X-23 é Dafne Keen, para quem é já conhece a personagem vai concordar que é impossível não lembra dela no desenho X-Men: Evolution; Keen definitivamente faz jus a personagem. 
 Se foi a última vez que vimos Hugh Jackman na pele do Wolverine digo sem dúvidas que ele se foi dignamente, o filme traz tudo aquilo que os fãs mais queriam. Falando como fã se eu pudesse mudar apenas uma coisa no filme eu colocaria uma referência ao uniforme de Wolverine, pois apesar de saber que provavelmente nunca veremos Hugh Jackman com o clássico uniforme de seu personagem, seria interessante ao menos mencioná-lo. 
 Com o Velho Logan e a pequena porém poderosa Laura, podemos dizer que Logan é um fim de uma era, de um ciclo, mas também o começo de outro.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Um Amor chamado Cinema


   Tenho me questionado como e quando meu amor, minha paixão pelo cinema surgiu e para ser franca eu não tenho a menor ideia. Para falar a verdade eu nem lembro qual foi o primeiro filme que eu vi no cinema, embora eu tenha a impressão que pode ter sido Tarzan, mas não sei ao certo. 
 Confesso que isso provavelmente começou por causa de todos os filmes que eu tenho visto essa semana, eles me fizeram acreditar que talvez eu tenha achado a resposta para essa pergunta. Afinal, o que faz as pessoas se apaixonarem pelo cinema?
Como todo amor ele provavelmente começa do nada, mas alguns carregam isso no sangue, na história. O fato é que sempre tem um filme onde dizemos "E foi assim que esse amor surgiu..." mas qual? E o por que disso? O que aquela história tinha que te cativou e comoveu tanto? 
Quer um exemplo? Sempre que me perguntam qual o filme da minha vida, qual o filme que eu queria que fosse a história da minha vida, sabe qual eu respondo? Forrest Gump. Por que? Além do fato do Tom Hanks estar maravilhoso nele, além de eu amar toda a inocência e simplicidade do Forrest. Pela história, e se tem uma coisa que esse filme tem é historia; o Forrest conheceu Elvis Presley, John Lennon, John F. Kennedy e ainda atravessou um estado correndo; Forrest Gump é a definição do que significa viver intensamente. 
 Eu sempre costumo dizer que o cinema é minha religião, ele é sagrado pra mim. É lá que eu coloco minha fé, é lá que ela é testada; é nele que eu acredito, é ele que abre cada parte da minha mente e a expande completamente. 
 O cinema é onde os excluídos brilham, é onde as histórias dos exilados e dos losers são contadas. É a arte de maravilhar, de eternizar; é comover, é fazer mágica e fazer com que as pessoas acreditem em magia.
 Quando o nome de Grace Kelly é dito as pessoas se lembram da Grace, Princesa de Mônaco ou da Grace, Musa de Hitchcook? Ou quando Orson Wells é mencionado as pessoas se lembram dele como o rígido e chato cineasta ou como o gênio diretor que tornou Cidadão Kane a obra-prima que é? Ou quando pensam em Elizabeth Taylor se lembram do seu gosto super refinado, das inúmeras vezes que ela se casou ou em como ela estava magnífica em Cleópatra e A Megera Domada? E Bette Davis ela é lembrada por ter sido uma das maiores bitches que Hollywood já teve ou por suas divinas atuações em A Malvada e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? 
Essas e diversas outras pessoas foram eternizadas pelo cinema. 
 Então, são por histórias como a de Desmond T. Doss; de Catherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson; de Alan Turing; Louise Banks; Mia & Sebastian; Dorothy Gale; Scarlett O'Hara; Alexander Supertramp; Alan Ralston e Cheryl Strayed que eu amo o cinema. Pelas Histórias nunca contadas e pelas histórias que enchem meu coração de sonhos, felicidade, inspiração e imaginação.