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domingo, 14 de outubro de 2018

Crítica: Nasce Uma Estrela


  Quando a ideia de fazer um novo filme  com a história de Nasce uma Estrela surgiu muito acharam que não daria certo. Fazer uma quarta versão de um filme que já foi muito aclamado, na certa não daria certo. Quando surgiu em 2002 a ideia original era ter Will Smith e alguma estrela como protagonistas e Joel Schumacher como diretor, na época a escolha para ser par com Smith estava entre Alicia Keys e Jennifer Lopez, porém essa ideia acabou não se concretizando e o projeto foi guardado. Muito tempo depois ele foi parar nas mãos de Nick Cassavetes, que seria responsável pela direção, com Beyoncé como favorita para protagonizar. Em 2011, o projeto mudou de mãos novamente e dessa vez foi para Clint Eastwood, oficialmente com Beyoncé, entretanto devido a sua gravidez ela acabou rompendo os planos para o filme. O assunto só voltou a ser falado novamente quando Bradley Cooper obteve os direitos para dirigir o filme no lugar de Clint, com foco das negociações apontando para Lady Gaga como protagonista.
Tudo isso já seria motivo o suficiente para desistir dessa "ideia de louco", mas quando Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) em pessoa te diz pra desistir, você tem que desistir certo? Errado. Bradley Cooper foi em frente e fez o filme mesmo com todos contra. E devendo das graças aos céus pela persistência dele.


  Se fosse preciso escolher uma palavra para definir o primeiro trabalho de Cooper em uma palavra, essa palavra não poderia ser outra além de Ousadia, e percebemos isso quando vemos que seu nome está cada canto do filme (Bradley não só dirige e protagoniza o filme como também, produz, roteiriza, canta e ainda participou das composições das músicas.)
  Se a personagem Ally (Lady Gaga) é responsável pelo título do filme, Jackson Maine (Bradley Cooper) está no caminho totalmente oposto. Em seu papel ele interpreta um cantor de meia idade que tem diversos problemas com vícios que escondem um dramático passado.
Logo no primeiro encontro, Bradley & Gaga transbordam química, isso fica claro na primeira vez que Jackson vê Ally performando La Vie En Rose, o olhar na cara de Cooper transmite esperança, encanto, paixão e muito mais.
 O filme equilibra bem o tom dramático das  "cenas musicais" (que a propósito, são tão realistas que te arrepiam completamente (e o mérito disso vai em parte para Gaga, que fez questão de ter suas cenas cantadas ao vivo.)
 A direção de Cooper foi certeira e dinâmica, ele equilibra bem o filme entre o drama e as cenas musicais, com algumas pitadas de comédia e uma boa dose de romance.
 Se nos primórdios de sua carreira de atriz Lady Gaga (ou Stefani, como você preferir) foi criticada por muitos que diziam que ela era melhor cantora do que atriz, aqui ela quebrou paradigmas, fazendo jus ao seu Globo de Ouro (vencido por sua performance que dividiu opiniões em American Horror Story: Hotel) ela prova que é sim uma atriz nata. Quando vemos Ally em cena quase nos esquecemos de quem a interpreta, ela conseguiu transmitir toda a inocência, pureza e força da personagem de um jeito único e cativantes, só lembramos de é ela mesma quando Ally começa a adentrar o mundo Pop da música. Suas performances musicais no filme são responsáveis pelos arrepios que o filme causa (que vão do início ao fim). Desde a primeira vez que ouvimos a voz de Gaga temos uma experiência completamente catártica (seja quando ela canta Over the Rainbow completamente a capela ou com a própria La Vie En Rose, ainda mais com Shallow e nos dilacera o coração com I'll Never Love Again).


 O filme mostra bem aquela velha história de Hollywood de que enquanto alguém está cada vez mais no topo, outro está cada vez mais no fundo do posso. (Enquanto a carreira Ally ascende como uma estrela, a de Jackson decai cada vez mais.)
Assim também é o relacionamento de Ally & Jackson, que apesar de ser repleto de amor (não só um pelo outro, mas também pela música em si) e de cumplicidade (o que faz com que eles sejam melhores juntos) prova tristemente que o amor nem é o bastante para salvar alguém.
 O filme é em si um espetáculo completo.
A fotografia do filme capta bem o clima da performance, tanto pela perspectiva do artista como também a do público.
 As músicas cativam, arrepiam e emocionam o tempo todo.
 O roteiro, apesar de repleto de clichês,  funciona, com alguns diálogos emocionantes, mas poucos tão impactantes, o filme nos dá o que promete: um romance sobre duas estrelas, que mesmo seguindo caminhos opostos, encontram uma razão maior em comum para ficar juntos e fazer darem certo (o que nos faz perceber que alguns clichês são inesquecíveis, e às vezes necessários para tornar grandes histórias grandes.)
 Nasce Uma Estrela prova que uma história atemporal pode ser contada repetidamente desde que seja contada pelas vozes certas e novas.
Clipe da música Shallow cantada por Bradley e Gaga no filme
 

domingo, 19 de agosto de 2018

Para Todos os Garotos Que Já Amei - Um filme para adolescente que você talvez tenha sido


  Na última sexta-feira chegou ao catálogo da Netflix o filme Para Todos os Garotos que Já amei, baseado no best seller de mesmo nome da autora Jenny Han, o filme conta a história de Lara Jean, uma garota de 16 anos que perdeu a mãe quando era mais nova e vive com seu pai e suas duas irmãs, Margot & Kitty. Assim como diversas garotas Lara Jean se apaixonou diversas vezes, para extravasar todo esse sentimento ela escreve cartas, o que resulta cinco cartas para cinco garotos diferentes, essas cinco cartas são guardadas em uma caixa em seu quarto. Até que em um dia, todas as cartas chegam misteriosamente aos seus respectivos destinatários, Lara Jean como toda adolescente normal surta e tenta resolver essa situação de alguma maneira. 


 Para Todos os Garotos que Já Amei, é mais uma daquelas comédias românticas de adolescente digna de sessão da tarde que vai te fazer rir, suspirar, talvez até chorar, e no fim vai aquecer seu coração e te fazer lembrar muito da sua adolescência.
Eu te desafio a ver esse filme e negar que existe uma Lara Jean dentro de você.
Todo mundo já gostou muito de alguém e achou que era amor, mas acabou que quando amou de verdade percebeu que não era.
Todo mundo já quis escrever cartas de amor e se declarar loucamente sem pensar nas consequências. E na minha opinião, definitivamente deveríamos fazer isso com mais frequência. 
Eu já fiz isso duas vezes, e não me arrependo, foi libertador tirar o sentimento do peito.

A gente te que parar com essa mania boba de não falar o que sentimos por medo do que as pessoas vão pensar.
O filme talvez te faça questionar algumas coisa sobre a vida e o amor, a lição que Lara Jean e suas cartas nos dá é que temos que demonstrar as pessoas como nos sentimos, na hora que sentimos.




terça-feira, 10 de julho de 2018

Crítica: Homem Formiga e a Vespa


 Se Vingadores - Guerra Infinita surpreendeu pela brutalidade e ousadia, Homem Formiga e a Vespa não surpreende tanto e mantém o ritmo dos filmes da Marvel de misturar o tom cômico com ação.
  Porém apesar de não surpreender tanto quanto Guerra Infinita o filme é bem superior ao seu antecessor, o porque disso provavelmente esteja no roteiro, na pressão de primeiro filme (que já não é necessária) e também em sua arma secreta: a Vespa de Evangeline Lilly.

  Hope Van Dyne rouba a cena e ofusca Scott Lang tantas vezes que chegamos a questionar quem seria o verdadeiro "protagonista" do filme.
   Uma das melhores coisas no filme é que não existe aquela rixa Homem X Mulher, Van Dyne e Lang não ficam brigando entre sí para ver quem é o melhor herói (apesar de Hope afirmar que se estivesse com Scott durante os acontecimentos de Guerra Civil ele não teria sido preso, o que devido a suas incríveis cenas somos obrigados a concordar.) Muito pelo contrário, o que vemos durante todo o filme é uma relação de pareceria mesmo, e que vale a pena ser explorada mais a fundo (talvez em Vingadores 4, quem sabe?). O fato é que Evangeline Lilly &  Paul Rudd destilam química.
  O Plot do mistério de Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), teria ela sobrevivido ou não ao reino quântico?, É bem desenvolvido, a propósito Michelle Pfeiffer se encaixou perfeitamente no papel. O Plot de Janet também completa a história da Vilã.
  E por falar em vilã, Ava Starr/Ghost (Hannah John-Kamen) provou ser diferente de todos os vilões já apresentados. Seu interesse não é dominação total, aniquilação mundial ou poderes ilimitados, muito pelo contrário, para ela é tudo uma questão de sobrevivência, o que particularmente deu um toque mais humanitário a personagem.
  As cenas no "reino quântico" são lindas e tão coloridas que nos fazem lembrar um pouco a fotografia de Doutor Estranho e Guardiões da Galáxia Vol. 2.
  Homem Formiga e a Vespa foi o fôlego necessário para acalmar os ânimos, depois do nocaute emocional de Guerra Infinita, a leveza do filme mostra bem isso. De fato, podemos dizer que ele foi a calma antes da tempestade que está por vir em Vingadores 4.

sábado, 28 de abril de 2018

Crítica: Vingadores - Guerra Infinita


  "Surgiu uma ideia. De reunir um grupo de pessoas extraordinárias. Para ver se poderíamos nos tornar algo mais. Então, quando eles precisassem nós poderíamos travar as batalhas. Que eles jamais conseguiriam." 
 Assim foi apresentado ao mundo o primeiro trailer de Guerra Infinita, celebrando os 10 anos cinematográficos que nos trouxeram até esse épico momento.
 A trama já começa com Thanos fazendo uma "visita" nada amigável na nave de Thor, que contém todos os sobreviventes de Asgard, logo de cara somos pegos de surpresa com Thor & Loki correndo perigo. Depois disso sua busca o coloca em uma rixa com não só os heróis mais poderosos da terra, mas também com os protetores da galáxia, assim Vingadores e Guardiões se unem afim de impedir que o vilão destrua a humanidade.
  A partir daí já descobrimos que ninguém, ninguém mesmo está a salvo, e como se estivesse assistindo um episódio de Game of Thrones, tememos pelos nossos favoritos (e com toda razão. Afinal, um vilão que conseguiu amedrontar até mesmo o poderoso Hulk, dever ser temido, e muito.)
  O Roteiro é muito bem elaborado, deixa uma brecha para continuação, mas sem falhar, as 2h36min de filme pegam sua atenção tão rapidamente que você mal as vê passar. Os diálogos conseguem equilibrar bem o tom cômico do dramático. O filme se atreve a ousar sem perder sua essência; o tom cômico, as cenas de ação, os monólogos e diálogos difíceis de esquecer (...) Tudo aquilo que faz os filmes da Marvel serem sucesso continuam lá.
  Com tantos heróis juntos em tela era de se esperar que talvez os diretores ficassem perdidos sem saber onde colocar quem ou até mesmo o que fazer com alguns, mas esse erro não ocorreu aqui, assim como em Guerra Civil cada um tem seu papel na trama, não importando quão pequeno seja, todos são fundamentais para a derrota do Titã Louco.
  A fotografia é bela, uma ótima mistura da beleza de diversos universos, com as linda paisagens de Wakanda e até mesmo com a caótica metrópole de Nova York.
  Em meio há tantos heróis, o estranho aqui é o vilão roubar a cena como nunca antes, Thanos é tão bem construído e apresentado que poderíamos facilmente mudar o nome do filme para Thanos: Guerra Infinita ou Thanos X Vingadores. Ele é o centro de história, sua busca incessante pelas jóias do infinito e seu propósito do que quer com elas celam a trama; sua relação com sua filhas, principalmente Gamora, desfazem a carapaça de cruel o que o humaniza.
  Josh Brolin com seu carisma consegue amedrontar e encantar ao mesmo tempo, aqui o CGI colabora para transformar a persona de Thanos no que ela realmente é, alguém que é temido em todos os cantos do universo.
Esqueça tudo aquilo que você está acostumado a ver, aquela Marvel que te fazia sair do cinema toda sorridente e feliz não existe mais, ela amadureceu e agora vai te fazer sair do cinema com a mente explodindo com milhares de teorias sobre o que pode vir a seguir.
 Guerra Infinita correspondeu ao Hype, e é realmente tudo aquilo que esperávamos que fosse: surpreendente, magnífica, épica e inesquecível. É o fim de uma era, o fim de uma Marvel familiar e conhecida, e o começo de uma nova que sem dúvida trará maravilhosos frutos, esta década do Mundo Cinematográfico Marvel foi incrível e valeu cada centavo, agora que venham mais 10, mais 20 e que sejam tão épicas quanto essa.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crítica: Star Wars - Os Últimos Jedi



   Se o trabalho de O Despertar da Força era apresentar uma nova história misturando novos e velhos personagens de modo inovador, a de Os Últimos Jedi era não ser um "peso morto" como a maioria dos segundos filmes de saga e mostrar o caminho escolhido pelo seus personagens.
  ‎O filme difere seu antecessor em diversos sentidos, e sua cena inicial já é a prova disso, logo de cara já temos Poe Dameron em ação com seu quinjet tentando acabar com o Destroyer da Primeira Ordem, eis que surge em tela para fazer os olhos dos espectadores se encherem de lágrimas a General Leia Organa que o ordena desistir do plano e recuar, claro que Dameron sendo o Herói que achamos que é vai contra as ordens da General, e obtém êxito em sua batalha, mas não sem antes ver diversas naves rebeldes sendo destruídas. É com esse feito de Poe que percebemos qual será a premissa do filme: as falhas e suas consequências.
  ‎Ele possuiu diverso diálogos e monólogos dizendo como as falhas são importantes para nos tornar melhores, que cada uma delas serve para nos dar a oportunidade de crescer e fazer as coisas diferentes.
  ‎O roteiro do filme resgata aquela coisa que a antiga trilogia tem, aquela sensação de que mesmo no fundo do poço a existe uma saída, que mesmo que derrota pareça certa, é preciso ter esperança. Rian Johnson ‎surpreende frequentemente, em diversos momentos ele coloca os personagens no limite nos fazendo achar que os mocinhos realmente não teria salvação, porém ainda assim nos dá aquela faísca de esperança que as coisas darão certo no final.
  Se no primeiro filme tivemos uma participação mínima do elenco original, nesse temos um perfeito equilíbrio entre velho e novo. Mark Hamill nos dá um Luke jamais visto antes: amargurado e desesperançoso, é como se a pressão de ser o grande Jedi Luke Skywalker, já cansasse seus ombros, o interessante é ver o amadurecimento do Jedi, que apesar de não ser o mesmo ingênuo que vimos uma vez, ainda assim consegue parecer um jovem aprendiz quando o vemos em cena com um velho conhecido. A ingenuidade da vez veio por parte de Rey, que apesar de lidar melhor com seu poder e conseguir ver a escuridão sem se sentir tentada por ela, ainda insiste na ideia de que ainda existe luz em seu adversário Kylo Ren. Já Carrie Fisher volta com sua melhor versão de sua personagem desde Uma Nova Esperança, sem nunca deixar de lado sua teimosia Carrie nos mostra a mulher poderosa e admirável que Leia se tornou, fazendo jus a uma frase dita a muito tempo por seu irmão "A força é poderosa na minha família."
  ‎Daisy Ridley nos dá uma atuação que dessa vez talvez tenha exigido um pouco mais dela, ela parece tão em sintonia com o papel que talvez por isso seja quase difícil diferenciá-la de Rey, do outro lado da balança temos Adam Driver que apesar de ter conseguido mostrar sua força, e que é páreo para sua adversária, continua parecendo uma criança birrenta e com isso permanece sendo um péssimo vilão.
O maior, e talvez único, ponto fraco do filme seja a pressa que ele pareceu ter para se livrar de alguns personagens apresentados no primeiro (como Maz Kanata e o Supremos Líder Snoke) é como se todas as novidades desse filme (como novas criaturas, personagens e cenários) tivessem como missão cubrir o lugar de alguns personagens. Fora isso o filme possui uma fotografia espetacular, uma trilha sonora que capta perfeitamente o enigma do filme e um roteiro repleto de pontos de viradas que realmente chocam.
‎Se esse filme foi como um último presente de Carrie Fisher para os fãs que ela amava tão carinhosamente, então afirmo com toda certeza que seu legado e o de sua eterna Princesa jamais serão esquecidos.

Carrie Forever ❤️

sábado, 6 de agosto de 2016

Crítica: Esquadrão Suicida


   Essa semana chegou ao cinemas o filme mais esperado para os fãs da DC Comics: Esquadrão Suicida. 
 Depois da decepção que foi Batman vs. Superman ouso dizer que a maioria das pessoas tinham certas dúvidas sobre o filme, incluindo essa pessoa que vos escreve. Várias perguntas surgiram na cabeça do público: a DC conseguiria fazer uma boa adaptação da história? Será que esse filme seria melhor que o seu antecessor? Como seria o Coringa de Jared Leto? 
Para a maioria dos fãs Esquadrão Suicida era a grande chance da DC ultrapassar a rival Marvel, as expectativas do filme eram altas, altas até demais. 
 A História do filme era até então uma coisa inédita no cinema; afinal, como o próprio diretor do filme, David Ayer disse não se trata dos heróis contra os vilões (nem vice-versa) se trata dos Vilões contra um mal muito maior. O filme tinha a difícil missão de fazer o publico leigo simpatizar com a história dos vilões. E digo com toda a certeza que conseguiu. 

 O roteiro é bem desenvolvido, apresenta bem os personagens e soube equilibrar o tom cômico e o sombrio. 
Sobre as atuações Viola Davis, Margo Robbie e Will Smith merece destaque. Davis conseguiu captar a personalidade autoritária e enigmática de Amanda Waller; enquanto Margo Robbie roubou a cena e acabou se tornando a estrela do filme, a interpretação Robbie foi maravilhosa e fiel a pessoa estilhaçada, louca e apaixonada que é a personagem Arlequina; já Will Smith particularmente foi o que mais me impressionou (confesso que das escolhas do elenco o nome de Smith foi o que mais me causou discórdia) fico feliz em dizer que o eterno Maluco no Pedaço calou a minha boca, seu Pistoleiro trouxe fielmente toda a personalidade bagunçada do personagem. 



 Já o Coringa de Jared Leto mostrou fielmente todo o poder do personagem e um pouco de sua psicopatia, porém a interpretação de Leto deixou deixou a desejar, seu Coringa ficou mais parecendo um mafioso, um rapper gângster do que o grande vilão psicopata que realmente é. O fracasso de Leto só é compensado quando suas cenas com Margo Robbie são mostradas. Os dois conseguiram mostrar de forma sublime o relacionamento obsessivo e violento disfarçado de romance de seus personagens. 


 O filme também pecou em dar muita enfase em personagens já conhecidos e negligenciou outros que mereciam ser mais explorados como Capitão Boomerang e Katana.
Esquadrão Suicida foi a redenção da DC, que mostrou que ainda está no páreo e que ainda há muita coisa boa por vir.


sábado, 4 de abril de 2015

Crítica: A Teoria de Tudo

     

  Convesso que eu sabia muito pouco sobre a história de Stephen Hawking, e agora que eu conheço passei a admirar esse homem que se mostrou um lutador e sua esposa Jane que topou enfrentar essa batalha com ele

  Mas o que mais surpreende no filme é a atuação brilhante de Eddie Redmayne, quem assiste o filme e olha unicamente para a atuação de Redmayne chega a o confundir com o próprio Stephen. Se o próprio Stephen ao ver o filme chegou a pensar que Eddie era ele quem somos nós para contestar. 
A novata Felicity Jones também foi ótima interpretando Jane Hawking,  mulher de Stephen, o que faz com que e a prestar mais atenção em seus próximos filmes. 
Uma das coisas mais interessantes do filme é que ele trata o casamento de forma realista. Sabe aquela história que as pessoas vivem dizendo que o  amor e os filhos não seguram casamento? Pois é ela é verdade, a história de Stephen & Jane mostram bem isso. Tudo bem que nós estamos falando de um caso aparte, porque cuidar de um marido ou esposa doente deve ser muito difícil, mas mesmo sendo difícil a Jane não abandona o Stephen e fica cuidando dele  um bom tempo, mas chega uma hora que o casamento se esgota e a melhor solução é o divórcio. Quando eu soube antes de ver o filme que a Jane tinha "largado" o Stephen eu fiquei meio chateada, porque todo mundo falava que esse filme é a história de amor de Jane e Stephen, mas depois que eu assisti  não consegui ficar com raiva, porque como ela diz no próprio filme ela tentou, ela fez o melhor que pode, ela dedicou boa parte de sua vida ao Stephen e é por isso que a história deles é tão linda, ela podia ter desistido, e não ter se casado com ele, mas ela quiz, mesmo sabendo muito pouco o que ela tinha pela frente ela tentou.

 A Teoria de Tudo é uma lição de vida. 

Uma prova que não importa o quão ruim a vida esteja, a esperança permanecerá, porque nas palavras do próprio Stephen Hawking: 

"Enquanto houver vida há esperança." ;)