terça-feira, 13 de junho de 2017

O amor não morre, se transforma

    O amor não morre se transforma. Aquele amor que você sentiu por aquela sua primeira namorada ou namorado continua com você, mesmo que você não perceba; ele só se transformou num tipo diferente de amor ou em outro sentimento, como carinho ou amizade.

 Quer um exemplo? Você namorou o João anos atrás, o término foi até que tranquilo, não houve traição nem nada do tipo, só aconteceu porque vocês queriam coisas diferentes. Depois do término você não o vê a mais ou menos ums cinco anos, até que um dia você está indo para faculdade e lá está ele, do outro lado da rua lindo como sempre; e no momento em que você colocou os olhos nele de novo seu coração dispara completamente; você começa a pensar "mas eu tenho certeza que esqueci ele. Por que isso está acontecendo?" E de fato, você esqueceu ele, porém quando você reencontrou ele todas as lembranças de cada momento que vocês passaram juntos fez seu coração acelerar e isso te traz uma mistura de nostalgia e carinho. Isso também é amor. Você não estar com alguém para amá-la, você pode até ter superado esse antigo amor, mas ele continua contigo; já faz parte da sua história, de quem você se tornou após sua partida.

 Cada amor que entra em nossas vidas começa uma fogueira, um incêndio e quando ele apaga, além das cinzas que te marcaram. também deixa uma faísca, uma fagulha que só precisa de um "empurrãozinho" para voltar a queimar; seja esse empurrãozinho um toque, um olhar, uma conversa, um reencontro ou um beijo; pode ser qualquer coisa. Entretanto o reacender dessa chama pode não ser o mesmo, o sentimento pode não ser o mesmo que era; sabe aquela frase "nada se perde, tudo se tranforma."? Pois é, o amor é exatamente assim, ele nunca perde, não totalmente.  

domingo, 4 de junho de 2017

Crítica: Mulher-Maravilha


  Quando entrei na sala de cinema para ver esse filme uma emoção tomou conta de mim, a razão disso eu explico: é que como mulher eu finalmente me senti representada nesse universo de Super Heróis.
 A personagem vivida por Gal Gadot continuou com o excelente trabalho mostrado, ainda que rápidamente, em Batman vs. Superman, porém em seu filme solo ela nos mostra um pouco de como se tornou essa mulher tão poderosa (em outras palavras como ela se tornou esse "MULHERÃO DA PORRA").
 O roteiro do filme explica a complexa história de Diana de modo simples, mas também fiel; de modo que agrada não só os leigos como também os fãs de HQs, o mesmo acontece com a história da criação das Amazonas (que foram criadas para restaurar o bem da humanidade). Além disso diferente de Batman vs. Superman o filme sabe equilibrar as cenas de história com as de ação, o que faz de seu roteiro bom, apesar de algumas falhas.
 A Diana Prince de Gadot consegue captar perfeitamente o tom ingênuo por não saber nada sobre o mundo do ínicio do século 20, Gal conseguiu em cena fazer sua experiência de 32 anos de vida parecer a de uma garotinha de 5 anos descobrindo quão cruel o mundo pode ser, um mundo que como sua própria mãe diz não é merecedor dela. No entanto não é só sobre o mundo humano que ela mostra sua ingenuidade, isso também aparece com a descoberta de seus poderes, que são esclarecidos a ela e para o público simuntaneamente.

 A relação de Diana com Steve Trevor (Chris Pine) é tão conflituosa quanto química, enquanto ele tenta fazer o papel do bom moço que não quer que a "donzela" se machuque ela mostra com sua teimosia e persistência que não é nem um pouco uma donzela em apuros, fato que ela prova diversas vezes. (Apesar dele persistir no erro de tentar protegê-la).
 As cenas de ação tem um recurso slow motion que destacam as habilidades de luta, (não só de Diana, como das amazonas também) ao envés de hiper sexualizá-las (destacando seus corpos)
 Mulher Maravilha chega as telonas 75 anos depois de sua criação, e prova que valeu a espera; um filme feminista sem levantar bandeiras (até porque sua protagonista claramente não vê diferenças entre os gêneros), ele não só é a salvação da DC Comics no cinema (que vem vivendo mais de erros do que de acertos), como também é o filme que o mundo precisava; um mundo que apesar de estar em meio a guerras, fome e desigualdade social e de gênero, ainda vale a pena ser salvo e que ainda tenta ser digno do amor de Diana e merecedor de sua maravilhosidade.

domingo, 7 de maio de 2017

Ode à Lua


​  Lua, velha amiga quantas histórias já não compartilhamos?
Tua luz já me iluminou nas horas mais sombrias;
Gosto de sempre tirar um tempo do meu corrido dia a dia para te olhar, nem que sejam apenas 5 minutos, isso me traz uma paz que talvez anos de meditação jamais trariam;
Tua onipresença me acalenta, porque eu sei que não importa onde eu esteja, tu sempre vais estar lá e isso faz com que eu não me sinta tão só;
Tuas fendas assim como cicatrizes me mostram tua resiliência;
Te ver tão distante me faz querer te ter por perto, ás vezes sonho que vivo em ti assim como o Pequeno Príncipe no asteróide B-612, inclusive as pessoas constumam sempre dizer que eu vivo no teu mundo e confesso que isso me alegra;
Te observar sozinha em meio as estrelas me fez perceber como somos parecidas;
Te invejo por teres tantas constelações brilhando perto de ti; 
Teu brilho não me cega como o do sol, tú és tão gentil que quem vê teu brilho passa a enxergar além do que vê;
Porém talvez a melhor coisa sobre ti seja que tu une nações e quebra fronteiras, aos teus olhos somos todos sonhadores esperando que nunca pares de iluminar nossos sonhos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Não Diga


  Não diga que quer me conhecer de verdade se depois de saber sobre todas as bagagens que eu carrego no peito você irá embora;
Não diga que gosta de mim se você não estiver disponível emocionalmente;
Não me diga palavras bonitas se você quer me conquistar apenas por uma noite;
Não me diga que vai ouvir meus desabafos se você realmente não estiver interessado em ouví-los;
Não diga que eu sou importante para você se só vai correr atrás de mim quando precisar;
Não me diga promessas que serão feitas da boca pra fora;
Não me diga que será meu companheiro se não vai me provar com atitudes;
Não me diga que sou fria se você não mostrará reciprocidade;
Não me diga que me quer se não me quiser todos os dias;
Não me diga que quer compartilhar suas alegrias comigo se não quiser compartilhar suas tristezas também;
Não me diga que teremos muitos momentos felizes se não estiver disposto a tentar proporcioná-los;
Não diga que me ama se não for o que realmente sente;
Não me diga que está sendo sincero se estiver apenas disfarçando mentiras; 
Não me diga nada além da pura verdade. É só isso que te peço.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Cause I've got a Stormheart


   Ultimamente eu tenho me encontrado num estado de inércia, de paz, uma estranha tranquilidade tem tomado conta da minha vida (não sei se de fato tem alguma coisa haver, mas entrei no meu paraíso astral recentemente e isso deve estar a ajudando.)
 Acho que posso dizer que estou no arco íris depois da chuva, ou melhor na calmaria que vem antes da tempestade. E por mais estranho e incrível que isso pareça eu não gosto nada disso, eu odeio essa inércia, odeio porque vivi nela a minha vida toda.
 Não me leve a mal, é bom ter que viver nela; principalmente porque eu não tenho a menor ideia do que pode vir depois dela. Será algo terrível ou algo maravilhoso?
 Eu sempre digo que gosto de estar preparada para o que vem a seguir, mas a verdade é que parte de mim gosta de ser surpreendida de não poder controlar tudo, de perder completamente o controle ás vezes.
 Porém por mais que eu ame a sensação de liberdade que essa inércia me dá, outra parte de mim mal pode esperar para a louca tempestade que está por vir.
 É loucura eu dizer isso, mas eu nasci do caos, eu fui forjada nele; e eu sei que a vida é feita de calmarias e tormentas, mas eu gosto de navegar com o mar agitado, adoro desafios, mar calmo nunca me agradou. Meus amigos costumam me chamar de "Stormheart", dizem que eu tenho um coração cheio de tempestades guardadas, formadas por tudo que eu sinto, e olha que não é pouco. Porque eu sinto e sinto muito, acho que mesmo se tentassem jamais conseguiriam inventar um instrumento para medir o tamanho da minha intensidade.
 Eu sei que essa calmaria não vai durar muito e que quando ela acabar eu vou sentir falta dela (isso até ela voltar como sempre faz) e que eu tenho que aprender a aceitar e a conviver com ela, porque a vida é assim mesmo. Um dia é a calmaria de um lindo dia ensolarado, no outro é o caos de uma forte chuva
Quando o assunto é vida não existem meios termos.

sábado, 18 de março de 2017

Crítica: A Bela e a Fera


   A Bela e a Fera é sem sombra de dúvida uma das maiores obras primas da Disney. Quando a versão Live Action da animação de 1991 foi confirmada a pergunta que surgiu na cabeça do público foi: Será que a nova versão conseguiria cativar tanto o público quanto a primeira?
Quando Emma Watson foi confirmada no Papel de Bela, as expectativas se tornaram altas, afinal a eterna interprete de Hermione Granger era até então a "Bela da Vida Real", mais tarde um elenco brilhante foi anunciado e com roteiro escrito por Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) e Evan Spiliotopoulos (O Caçador e a Rainha do Gelo) e a direção ficaria por conta de Bill Condon (Conhecido por Dreamgirls e pela Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 1 & 2)
  Assim como Cinderela a versão Live Action da primeira animação a ser Indicada ao Oscar de Melhor Filme foi recriada fielmente; os cenários estão divinos, assim como os figurinos; a trilha sonora foi lindamente repetida pela dupla Alan Menken & Howard Ashman (que também foram responsáveis pela trilha sonora da animação) porém com alguns pequenos ajustes.
  Emma Watson realmente fez jus ao título de "Bela da Realidade", ela conseguiu captar completamente a personalidade marcante e encantadora da personagem; Emma ainda acrescentou um certo toque feminista e inovador a ela. Com exceção de uma cena especifica onde Watson parece meio perdida e sem imaginação, sua atuação está bem simples e boa, apesar de se encaixar perfeitamente no papel, Emma não foi nada excepcional, nada além do seu habitual.
A Fera de Dan Stevens também não foi nada de extraordinário, apesar de ser mais compreendida por alguns novos elementos da história inseridos no roteiro, seu personagem deixou o ator irreconhecível pela imensa quantidade de CGI que lhe foi inserida; fato que talvez tenha desfavorecido o ator e o filme. Assim como a Fera puramente de CGI de Stevens os empregados/objetos do palácio também sofreram com a exagero de CGI; exagero que só é esquecido pela personalidade cativante que os Dubladores deram aos personagens.
 Talvez o maior ladrão de cena do filme seja o LeFou de Josh Gad; a versão de Gad, que causou polêmica por ter acrescentado um toque de "Gay Enrustido" a personalidade do personagem, da o tom cômico do filme; juntamente com ele esta o Gaston de Luke Evans que "copiou" bem a personalidade de Macho Alfa do personagem; Evans também deu um show cantando, a cena da música Gaston acabou sendo sem dúvida a melhor performance do filme; título que deveria pertencer a À Vontade (Be Our Guest) que apesar de ter a linda voz de Ewan McGregor foi desvalorizada pelo CGI. 
 O filme realmente é o que prometeu ser, uma versão com atores reais do clássico de 1991, com algumas novidades que incrementam a história do casal protagonista. 
 Um filme pura nostalgia de uma história velha com o tempo (como diz a música própria "Tale as Old as Time...") que vai te fazer voltar a ser criança e acreditar em Contos de Fadas. 

sábado, 4 de março de 2017

Crítica: Logan



   Se o propósito de Logan era encerrar a história do Wolverine nos cinemas ele fez isso formidavelmente. O filme que encerra a história de Hugh Jackman como o Herói das Garras de Adamantium chegou ao cinemas na última quinta-feira e foi uma linda carta de despedida ao personagem. 
 Se a FOX quis revolucionar com o filme do Mercenário Tagarela, com Logan ela da continuidade a "revolução", repetindo as cenas violentas de luta que justificam a classificação etária do filme. 
 Logan nos mostra um lado do Wolverine nunca mostrado antes, diferente dos outros filmes que nos dava um X-Men rebelde e lutador, o filme nos dá um Logan vulnerável e debilitado, o Ex X-Men agora trabalha como chofer para cuidar de um Professor Xavier ainda mais velho e debilitado. Logan não está só vulnerável fisicamente como também psicologicamente, parece que o fato dele ser um dos últimos mutantes restantes se tornou um fardo um pouco pesado para seus ombros já cansados das bagagens que ele carrega. Eis que surge outro problema para ele resolver, mais uma bagagem para ele carregar: Laura Kinney, a X-23. Ele é procurado pela Mexicana Gabriela que pede sua ajuda para salvar Laura dos homens que a caçam. Ao mesmo tempo em que ele se recusa a voltar a ativa ele também se vê obrigado a ajudá-la pela insistência de Xavier que persiste em lembrá-lo que a menina é como ele e de certa forma é sua filha. 
 Logan nos da uma pitada de tudo: de drama, de comédia e de ação. Hugh Jackman comove com seu Velho Logan, assim como Patrick Stewart também; porém quem rouba a cena com sua X-23 é Dafne Keen, para quem é já conhece a personagem vai concordar que é impossível não lembra dela no desenho X-Men: Evolution; Keen definitivamente faz jus a personagem. 
 Se foi a última vez que vimos Hugh Jackman na pele do Wolverine digo sem dúvidas que ele se foi dignamente, o filme traz tudo aquilo que os fãs mais queriam. Falando como fã se eu pudesse mudar apenas uma coisa no filme eu colocaria uma referência ao uniforme de Wolverine, pois apesar de saber que provavelmente nunca veremos Hugh Jackman com o clássico uniforme de seu personagem, seria interessante ao menos mencioná-lo. 
 Com o Velho Logan e a pequena porém poderosa Laura, podemos dizer que Logan é um fim de uma era, de um ciclo, mas também o começo de outro.