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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O Legado de Arrow




Na última terça-feira (28/1) chegou ao fim, a história do milionário Oliver Queen, depois de oito temporadas chegou a hora de nos despedirmos de Arrow
Lançada em 2012, podemos dizer com certeza que Arrow acabou "bebendo das águas" deixadas por Smallville (série que introduziu o arqueiro no mundo televisivo e acabou em 2011). Porém diferente de sua antecessora, a premissa de Arrow nunca foi mostrar um garoto alienígena que tentava lidar com seus poderes, a ideia dela sempre foi mostrar um homem que passou pelas piores coisas que um ser humano pode passar e como tudo isso o marcou, como ele aprendeu a lidar com todas as cicatrizes e utilizou tudo para se tornar algo a mais, algo que pudesse proteger sua cidade.
No início a história de Oliver Queen chega a ser um tanto parecida com a de Bruce Wayne, pense bem: ambos são milionários atormentados, solitários e com problemas com os pais que tornam vigilantes mascarados luatndo contra o crime em suas cidades. Fica ainda mais difícil não compará-los quando nos lembramos que o próprio Oliver enfrentou vilões que o morcego em pessoa teve que enfrentar como: Ra's al Ghul.
                           
 
No começo Arrow era bem mais "pé no chão", mais realista, sem magia ou coisas que definitivamente não aconteceriam na vida real, mas conforme foi ganhando força; magia e coisas até então impossíveis foram acontecendo, o que fez alguns fãs comecarem a se questionar se a série não estava se perdendo. Que a série teve seus altos e baixos ninguém questiona, porém nem por isso podemos tirar seu merito, é fato que se não fosse por ela o universo dos quadrinhos da DC na TV não existiria, afinal, o "Arrowverse" realmente não existiria sem seu Arqueiro.
É graças a história de Oliver Queen que temos The Flash, Legends of Tomorrow, Supergirl e a mais recente adição da CW Batwoman, que claramente tirou um pouco da inspiração para sua primeira temporada dos primórdios de Arrow, e sem todo esse universo não teriamos os épicos Crossovers, que tiveram seu início no 3x08 - The Brave and the Bold, onde tivemos a introdução de Barry Allen como o homem mais rápido do mundo até a Crise nas Terras Infinitas onde vemos nosso herói do capuz verde se sacrificar pelo multiverso.

A história de Oliver Queen pode ter começado com vingança e sangue, com ele tentando limpar sua cidade dos criminosos começando com a lista deixada por seu pai, porém em sua jornada ele se tornou como ele mesmo diz "algo mais", assim o vigilante que fazia justiça com as próprias mãos se tornou um herói.
A série em si teve seus altos e baixos, como toda produção, alguns dizem que ela começou a desandar lá pela terceira, temporada essa que começou a fazer o casal Olicity acontecer.

É praticamente impossível falar de Arrow sem mencionar o Olicity, é incrível pensar que o casal quase não chegou a acontecer, já que Emily Bett Rickards foi contradada apenas para uma participação na série, porém a química dela com Stephen Amell foi tanta que sua personagem acabou sendo permanente na série. Graças aos Deuses por isso, afinal de contas Felicity Smoak é grande parte do coração e da alma de Arrow, seu jeito nerd e todo atrapalhado logo conquistou a todos, e se engana quem diz que ela seria só um interesse amoroso de Oliver, pois a Srta. Smoak muitas vezes salvou a pele do Arqueiro.
Outra parte do coração de Arrow é John Diggle (David Paul Ramsey), ele pode até ter começado meramente como o segurança particular de Oliver, mas no fim os dois acabaram se tornando irmãos de luta. Não importa o que Oliver precisasse Diggle estava sempre pronto para ajudá-lo, e assim foi formado nosso OTA (Original Team Arrow) com Oliver, Diggle & Felicity. Que mais tarde foi ganhando mais força com Laurel Lance, Roy Rarper, Sara Lance, Dinah Drake, Rene Ramirez, Curtis Holt, Thea Queen e muitos outros.
Arrow trouxe destaque para os Super Heróis na TV de novo, agora cabe a Barry Allen, Kara Danvers, Sara Lance (e as outras Lendas) e a Mia Smoak Queen e as Canários cuidar do legado deixado pela série de Oliver Queen.


E se tem uma coisa que os últimos episódios de Arrow deixaram bem claro, é que o futuro não só de Star City, mas também de todo o Arrowverse está em ótimas mãos. A nós só cabe espera para ver o que o futuro nos reserva com Green Arrow & The Canaries e que outras surpresas a DC nos reserva.


Deixo aqui minha gratidão a todo o elenco e produção de Arrow, foi um privilégio acompanhar a narrativa de Oliver e ver o homem que ele se tornou. ❤️

#OlicityForever ❤️
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

The Handmaid's Tale - A Melhor Série de 2017

                      

  Sim, você leu o certo, e não, não foi ousadia minha afirmar isso. Inclusive como faltam praticamente dois meses pro ano acabar, acho que eu oficialmente já posso falar isso: The Handmaid's Tale é sim a série do ano, e seus prêmios no Emmy, e prováveis indicações ao Golden Globes 2018 provam isso.
 Baseada no livro de Margareth Atwood, O Conto da Aia, a série nos mostra um futuro onde os Estados Unidos se torna um único estado chamado República de Gilead, uma teocrasia totatitaria cristã, onde a humanidade sofre com problemas de infertilidade, o que faz com que homens poderosos chamados de comandantes, tomam o poder, e juntamente com suas esposas submissas
acabam recorrendo a aias, mulheres normais e férteis que tem todas suas posses e direitos retirados para que elas possam servir a essas famílias, sendo usadas como "barrigas de aluguel".
Assim elas passam por um treinamento que inclui uma lavagem cerebral radical e os mais pesados castigos corporais (como mutilação de membros e eletrochoques) cada ato de desobediência é punido severamente. As mulheres realmente são ensinadas a odiar umas as outras, porque obviamente sua união pode gerar um grande estrago.

 O mundo da série nos é apresentado pelos olhos de Offred (Elizabeth Moss), cujo nome verdadeiro é June (quando uma mulher se torna aia ela perde o nome de Batismo e passa a se chamar Off + o nome do comandante. Por exemplo: Offred = Off + Fred, porque ela se torna propriedade dele). Conforme vamos conhecendo June, percebemos que ela é uma mulher como todas outras que estamos acostumados a ver, mãe de família que trabalha em uma editora e leva uma vida tranquila, até que é separada de sua família e forçada a realizar um trabalho que seria seu "propósito de nascença".
 As aias respondem as ordens da senhora da casa e só tem contato com os maridos uma vez por mês em uma noite chamada de "cerimônia" (As aias tem que deitar a cabeça no meio das pernas das esposas dos comandantes, que ficam sentadas próximas da cabeceira da cama segurando as aias pelos punhos, enquanto seus maridos estão na outra extremidade da cama estuprando as aias, que devem permanecer imóveis, sem demonstrar tipo algum de sensação.)
 Elas apenas estão esperando serem engravidadas e depois dispensadas da casa em que estão, isso é claro, após elas pararem de amamentar as crianças, cuja elas não terão direito algum sob, após cumprirem seu papel em uma casa elas a deixam e partem para outra assumindo um novo nome para repetir o mesmo ato para outra família.

 Pelo visual série ela pode facilmente ser confundida com uma série de época, mas é exatamente o oposto, ela é futurista.
Enquanto a maioria das séries que abordam o futuro falam mostram um futuro melhor e mais avançado, a série surpreende por fazer justamente o contrário.
Quando você pensa que já viu de tudo no mundo das séries surge The Handmaid's Tale e te surpreende com tamanhas cenas absurdas, cenas que com a loucura do mundo atual são bem capazes de acontecer (infelizmente a frase "isso é tão Black Mirror está sendo substituída pela "Isso é tão The Handmaid's Tale").
A série nos alerta para coisas que podem acontecer caso continuemos regredindo e repetindo os mesmos erros do passado.
Trata-se de uma história que foi lançada em 1985, mas que aborda temas atuais como direitos das mulheres, o movimento LGBT e os malefícios do fanatismo religioso.

 É uma série 100% completa. Ela possui um roteiro muito bem elaborado, a direção de arte encantadora, a trilha sonora se encaixa perfeitamente com a trama, a fotografia é espetacular, e assim como muitas séries atuais (como por exemplo: Game of Thrones, Sense8 e Outlander) ela tem uma vibe cinematográfica. Ela é filmada em plano fechado, focando completamente na atriz e em suas expressões faciais, o que faz com que o espectador se coloque no lugar das personagens (é como se você fosse um stalker da personagem)
A atuação de Elizabeth Moss é tão impecável, que lhe rendeu o Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática. Ela consegue te passar o que a personagem esta sentindo com apenas suas expressões e o olhar, em diversas cenas ela te deixa agoniada e mexe com seu psicológico
A propósito, não basta o elenco dela ser praticamente todo feminino, por trás das câmeras as mulheres também brilham não só na produção, mas também no roteiro e na direção  (dos 10 episódios, 4 são dirigidos por mulheres). É uma série que é feminista sem levantar bandeiras, ela apenas é feminista por mostrar mulheres se libertando do patriarcado e se empoderando.
Trata-se de uma série sobre esperança, resistência, sobre a importância do empoderamento feminino.

No Emmy desse ano a série recebeu 13 indicações e venceu 6 categorias (incluindo Melhor Série, Melhor Atriz para Elizabeth Moss e Melhor Direção em Série Dramática para Reed Moreno.)
The Handmaid's Tale foi renovada para sua segunda temporada pelo serviço streming Hulu, a nova temporada já está sendo filmada e tem previsão para estrear em Abril de 2018.
“Don't let the bastards grind you down.”