quarta-feira, 16 de maio de 2018

Alguns dias ruins são só isso, dias ruins. Respire fundo e deixe eles passarem.

                   
  Tem dia que tudo que a gente precisa é um tempo livre, pra descansar não só o corpo, mas a mente, principalmente a mente. 
Ás vezes nada certo e precisamos parar por um tempo para entender e até para respirar, com o dia á dia tão caótico como está atualmente, precisamos entender que existem algumas coisas que não podemos controlar, e aceitar isso, essa é uma lição que levamos quase a vida para aprender.
  Ás vezes tudo dentro de mim grita e a vontade de jogar tudo pro alto se torna enorme, mas eu sempre digo que não adianta fazer nada de cabeça quente, então, dou um tempo pra esfriar bem a cabeça e depois penso no que fazer.
 Alguns dias eu só quero ficar em casa maratonando minhas séries favoritas, ou assistir todos os filmes do Nicholas Sparks e com eles colocar para fora todo choro que eu já guardei, por vezes a vontade de sair da cama pra enfrentar o mundo lá fora é inexistente, é como se um peso no meu peito me impedisse de levantar; ás vezes eu só quero ficar em casa deitada, rodeada dos meus muitos gatos e esquecer que existe um mundo lá fora.
 Quantos dias eu não me peguei precisando urgentemente de um abraço, de um dia divertido entre amigas, de um colo ou um ombro, de alguém do meu lado me dizendo que tudo vai ficar bem.
 De vez em quando a gente precisa parar pra respirar e olhar pro céu por cinco minutos, só pra lembrar que alguns dias são só ruins, que eles não duram para sempre, e que eles nos deixam mais fortes, nos amadurecem. 
 Ocasionalmente precisamos de um tempo para lembrar que um dia ruim, não significa uma vida ruim, e que tudo passa.   Aposto que num futuro não tão distante assim você nem vai lembrar dos dias tristes. Porque a vida pode ser difícil, dura, triste e muito louca, mas acho que é mais uma louca mistura de dias de merda com dias de festa. 
Lembrem-se disso!

sábado, 28 de abril de 2018

Crítica: Vingadores - Guerra Infinita


  "Surgiu uma ideia. De reunir um grupo de pessoas extraordinárias. Para ver se poderíamos nos tornar algo mais. Então, quando eles precisassem nós poderíamos travar as batalhas. Que eles jamais conseguiriam." 
 Assim foi apresentado ao mundo o primeiro trailer de Guerra Infinita, celebrando os 10 anos cinematográficos que nos trouxeram até esse épico momento.
 A trama já começa com Thanos fazendo uma "visita" nada amigável na nave de Thor, que contém todos os sobreviventes de Asgard, logo de cara somos pegos de surpresa com Thor & Loki correndo perigo. Depois disso sua busca o coloca em uma rixa com não só os heróis mais poderosos da terra, mas também com os protetores da galáxia, assim Vingadores e Guardiões se unem afim de impedir que o vilão destrua a humanidade.
  A partir daí já descobrimos que ninguém, ninguém mesmo está a salvo, e como se estivesse assistindo um episódio de Game of Thrones, tememos pelos nossos favoritos (e com toda razão. Afinal, um vilão que conseguiu amedrontar até mesmo o poderoso Hulk, dever ser temido, e muito.)
  O Roteiro é muito bem elaborado, deixa uma brecha para continuação, mas sem falhar, as 2h36min de filme pegam sua atenção tão rapidamente que você mal as vê passar. Os diálogos conseguem equilibrar bem o tom cômico do dramático. O filme se atreve a ousar sem perder sua essência; o tom cômico, as cenas de ação, os monólogos e diálogos difíceis de esquecer (...) Tudo aquilo que faz os filmes da Marvel serem sucesso continuam lá.
  Com tantos heróis juntos em tela era de se esperar que talvez os diretores ficassem perdidos sem saber onde colocar quem ou até mesmo o que fazer com alguns, mas esse erro não ocorreu aqui, assim como em Guerra Civil cada um tem seu papel na trama, não importando quão pequeno seja, todos são fundamentais para a derrota do Titã Louco.
  A fotografia é bela, uma ótima mistura da beleza de diversos universos, com as linda paisagens de Wakanda e até mesmo com a caótica metrópole de Nova York.
  Em meio há tantos heróis, o estranho aqui é o vilão roubar a cena como nunca antes, Thanos é tão bem construído e apresentado que poderíamos facilmente mudar o nome do filme para Thanos: Guerra Infinita ou Thanos X Vingadores. Ele é o centro de história, sua busca incessante pelas jóias do infinito e seu propósito do que quer com elas celam a trama; sua relação com sua filhas, principalmente Gamora, desfazem a carapaça de cruel o que o humaniza.
  Josh Brolin com seu carisma consegue amedrontar e encantar ao mesmo tempo, aqui o CGI colabora para transformar a persona de Thanos no que ela realmente é, alguém que é temido em todos os cantos do universo.
Esqueça tudo aquilo que você está acostumado a ver, aquela Marvel que te fazia sair do cinema toda sorridente e feliz não existe mais, ela amadureceu e agora vai te fazer sair do cinema com a mente explodindo com milhares de teorias sobre o que pode vir a seguir.
 Guerra Infinita correspondeu ao Hype, e é realmente tudo aquilo que esperávamos que fosse: surpreendente, magnífica, épica e inesquecível. É o fim de uma era, o fim de uma Marvel familiar e conhecida, e o começo de uma nova que sem dúvida trará maravilhosos frutos, esta década do Mundo Cinematográfico Marvel foi incrível e valeu cada centavo, agora que venham mais 10, mais 20 e que sejam tão épicas quanto essa.

domingo, 1 de abril de 2018

Eu sou uma aberração, sou uma esquisita... E tudo bem!


  Desde pequena eu sempre tive essa vontade de me enturmar; no fundamental I eu queria ser uma das garotas populares do colégio, no fundamental II eu falava com todos da sala, mas não era tão popular; eu sempre fui a estranha, a louca, a "diferentona", a excluída da sala e isso sempre me incomodou, principalmente porque eu nunca gostei de ser de um grupo só, eu gosto de ser de todos, eu tentava "entrar" e fazer amizade com todos.
 Quando chegou o colegial era a mesma coisa, e foi assim o primeiro ano todo. Até veio o supletivo e isso mudou completamente; acho que o fato de ter pessoas de diferentes tipos e idades deve ter ajudado, mas enfim na primeira semana de aula eu fiquei muda, não fiz nenhuma amizade, pode não parecer, mas eu sou meio tímida e não tenho jeito ou paciência pra fazer amizade (sempre acho que estou velha demais pra isso). Na semana seguinte conversei com uma menina e nos tornamos amigas com facilidade.
 Eu fiquei um ano e meio nesse colégio e no segundo semestre eu já "popular" na sala, falava com todo mundo e quando tinha prova de inglês todos me pediram cola; eu gostava disso: não chama muita atenção, mas também não passava despercebida. Então, aquele um ano e meio de supletivo acabou e veio a faculdade e eu só pensava "vai ser a mesma coisa que o fundamental: muitos grupinhos e eu não vou me encaixar em nenhum."
 O primeiro ano começou cheio de promessa, era uma nova aventura e eu estava empolgada e até meio assustada; parecia que eu finalmente tinha encontrado o meu lugar. Sabe o que é estar em um lugar onde todos tem muitas coisa em comum comum com você? Seja a forma de pensar sobre determinado assunto ou o mesmo gosto pra séries? A faculdade é exatamente assim, e foi assim por um tempo. Porém ultimamente não tem sido assim, sei lá.
 Cheguei a conclusão que isso talvez seja uma coisa que eu aprenda a lidar mais facilmente com o tempo. 
 Acho que eu só preciso me acostumar e aceitar minha própria estranheza e entender que todo mundo se sente um peixe fora d'água às vezes, é que tudo bem ser estranha porque todo mundo tem suas peculiaridades e são essas peculiaridades que nos tornam únicos. 
 Além disso, recentemente eu fui lembrada de que os grandes gênios da humanidade, e os maiores artistas não eram de fato, normais, todos eles tinham seus problemas, suas esquisitices, seus demondem. E como diz Alice "Você é louco, louquinho, mas vou lhe contar um segredo: As melhores pessoas são assim!" 


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Indícios do fim de um Verão


  Assim como o clima de um verão em São Paulo nossa história começou outrora frio, outrora quente. Quando coloquei meus olhos em ti pela primeira vez te detestei, para mim você era apenas um invasor que estava tentando ocupar o meu lugar.
 ‎ Os dias foram passando, se tornando semanas e eu fui percebendo que minha primeira impressão de você não poderia estar mais errada; você era culto, interessado, sincero, gentil e carinho. Tudo isso envolto em um mistério que por mais que eu tentasse, não conseguia desvendar.     Com cautela e muito desejo fomos cedendo ao charme um do outro. Depois do nosso primeiro beijo, eu não queria mais tirar minhas mãos de você, tudo aconteceu tão naturalmente, tão inocentemente; estávamos em um campo aberto, tudo que havia ao nosso redor era a natureza, em sua mais linda e pura forma, nos deitamos na grama um ao lado do outro, e eu não pude deixar de notar a perfeição daquele momento, e te disse o quanto eu amava isso, o modo como tudo parecia se encaixar perfeitamente, como se o mundo pertencesse somente a nós dois. Quando seus lábios tocaram os meus eu senti o infinito, e foi naquele momento que eu soube que te amava.  
 Lembro-me como tudo se tornou mais difícil depois daquele beijo, eu jamais me arrependi, mas confesso que ele tornou a distância entre nós quase impossível e insuportável. Eu queria saber onde você estava, o que estava fazendo e porque não estava comigo. Sua presença me acalentava, mesmo que eu não pudesse tê-lo ao meu lado, e o fato de você ter tentado acabar com tudo antes mesmo de começarmos me corroía por dentro, eu podia não ter a menor ideia do que iria acontecer, mas estava disposta a arriscar, acho que o amor havia me enchido de coragem, de fato. Você insistia em não ceder e permanecia ausente, então comecei a procurar em outras bocas e corpos aquilo que você me negava, mas não fez diferença porque nenhum deles era como você.
 Seus muros foram caindo e nossa amizade restaurada, seria esse o primeiro indício de que o "nós" poderia finalmente acontecer? Para minha alegria sim, você finalmente havia destruído todos os muros que cercavam seu coração e se entregou de corpo e alma a mim. E enquanto minha cabeça repousava em seu peito ouvindo as calmas batidas de seu coração, nossa pequena bolha de amor foi sendo formada, quisera eu viver nela para sempre.
 O fim do verão começava a surgir e você teve que fazer uma pequena viagem, antes de voltar de vez para casa, estava certo de que aquele seria o nosso fim, até que meus pais tiveram a brilhante ideia de me mandar ir com você, eles acharam que já era hora de eu sentir novos ventos nos cabelos, era como se eles soubessem que queríamos mais tempo.  
 Nossa pequena viagem foi curta, mas prazerosa, aproveitamos todos os momentos que podíamos com a companhia um do outro, nos amamos loucamente como se o amanhã jamais fosse chegar, o problema é que ele chegaria mais rápido do que pensávamos, esse pensamento trouxe pesar ao meu coração e lágrimas começaram a surgir em meus olhos e cair pelo meu rosto, você me abraçou e como em uma súplica eu disse "Eu não quero que você vá!" Você me apertou ainda mais contra seu peito e eu coloquei minha cabeça em seu ombro tentando guardar seu cheiro, junto com cada detalhe seu, em minha memória. 
 No dia seguinte fomos a estação de trem, nos despedimos com um longo abraço, foi quase impossível te deixar ir, você entrou no vagão, o ferroviário fechou sua porta, da janela trocamos um breve olhar que pareceu ter um significado maior do que o que parecia e o trem começou a partir.   Enquanto assistia sua partida um filme se passava em minha cabeça, o filme da nossa história, mesmo lutando para contê-las as lágrimas insistam em descer pelo meu rosto, assim que conseguir me controlar liguei para minha mãe pedindo que ela me buscasse, eu realmente não estava em condições de voltar sozinho, precisava de um colo. E enquanto eu voltava completamente arrasado para casa tive consciência de que apenas meu corpo estava voltando, pois meu coração havia sido deixado naquela estação de trem. 
 Com a dor e a solidão como companhia eu tive a certeza de que o que aconteceu entre nós acontecia poucas vezes na vida, o sentir com aquela intensidade que sentimos era raro; nós tivemos as estrelas você e eu e isso apenas é dado uma vez. 
 O inverno chegou trazendo notícias suas; céus eu sentia sua falta mais do que queria admitir, você disse que tinha novidades e eu pensei que você estava noivo, eu mal sabia o quão certo estava (Merda! Maldita boca a minha.) 
 Eu o chamei pelo meu nome como costumávamos fazer, você me chamo pelo seu e disse que se lembrava de tudo. Então, eu entendi, nós jamais nos esqueceríamos daquele verão, ou um do outro, eu jamais te esqueceria porque aquilo não tinha sido um mero amor de verão, você tinha sido meu primeiro amor, portanto estaria marcado em mim para sempre.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Por uma Vida com mais Garças


   Quando eu era criança eu e meus pais costumávamos ir ao Parque Celso Daniel e/ou no Parque Regional da Criança, eu vivi alguns dos melhores dias da minha infância nesses lugares, e todos esses dias tinham uma grande coincidência em comum, em cada um deles eu vi uma garça. 
 ‎Sim, uma Garça, essa linda e nobre ave branca. E eu não sei porque, mas desde então eu comecei a relacionar garças com dias excelentes, as via como um sinal de boa sorte.
 ‎Quer um exemplo: recentemente em meu caminho de ônibus até a faculdade, o ônibus parou em uma curva ao lado do Rio Tamanduateí e em meio a diversos devaneios eu me peguei olhando para o Rio, mais precisamente para sua margem, e o que tinha lá: exatamente, uma Garça. 
 Essa imagem me despertou dois sentimentos: primeiro me veio toda aquela nostalgia dos meus dias de infância, e depois fiquei um pouco de triste pela garça porque ela provavelmente deveria estar em busca de comida e ele definitivamente não encontraria nada "saudável" para comer naquele lugar, mas junto desses sentimentos me veio uma sensação, a sensação de que aquele seria um dia incrível, e realmente foi. 
 ‎Eu não lembro exatamente o que aconteceu nesse dia, pra ser mais precisa não me lembro de nada incomum ter acontecido, mas tenho certeza de que foi um bom dia. E desde então eu voltei a relacionar dias incríveis com garças, confesso que já faz um bom tempo que eu não vejo uma, mas nem por isso eu deixei de ter dias incríveis. 
 ‎Cheguei a conclusão que eu não preciso de garça para ter dias maravilhosos, eu só preciso da sensação que elas me faziam sentir, aquela sensação de que nada vai estragar meu dia, que não importa o que aconteça o dia vai ser espetacular. Eu escolhi viver "uma vida com mais garças". 
 ‎Porque mesmo que eu não as veja, eu sei que elas ainda estão por aí, só esperando para tornar meu dia magnífico só pela suas meras lembranças.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crítica: Star Wars - Os Últimos Jedi



   Se o trabalho de O Despertar da Força era apresentar uma nova história misturando novos e velhos personagens de modo inovador, a de Os Últimos Jedi era não ser um "peso morto" como a maioria dos segundos filmes de saga e mostrar o caminho escolhido pelo seus personagens.
  ‎O filme difere seu antecessor em diversos sentidos, e sua cena inicial já é a prova disso, logo de cara já temos Poe Dameron em ação com seu quinjet tentando acabar com o Destroyer da Primeira Ordem, eis que surge em tela para fazer os olhos dos espectadores se encherem de lágrimas a General Leia Organa que o ordena desistir do plano e recuar, claro que Dameron sendo o Herói que achamos que é vai contra as ordens da General, e obtém êxito em sua batalha, mas não sem antes ver diversas naves rebeldes sendo destruídas. É com esse feito de Poe que percebemos qual será a premissa do filme: as falhas e suas consequências.
  ‎Ele possuiu diverso diálogos e monólogos dizendo como as falhas são importantes para nos tornar melhores, que cada uma delas serve para nos dar a oportunidade de crescer e fazer as coisas diferentes.
  ‎O roteiro do filme resgata aquela coisa que a antiga trilogia tem, aquela sensação de que mesmo no fundo do poço a existe uma saída, que mesmo que derrota pareça certa, é preciso ter esperança. Rian Johnson ‎surpreende frequentemente, em diversos momentos ele coloca os personagens no limite nos fazendo achar que os mocinhos realmente não teria salvação, porém ainda assim nos dá aquela faísca de esperança que as coisas darão certo no final.
  Se no primeiro filme tivemos uma participação mínima do elenco original, nesse temos um perfeito equilíbrio entre velho e novo. Mark Hamill nos dá um Luke jamais visto antes: amargurado e desesperançoso, é como se a pressão de ser o grande Jedi Luke Skywalker, já cansasse seus ombros, o interessante é ver o amadurecimento do Jedi, que apesar de não ser o mesmo ingênuo que vimos uma vez, ainda assim consegue parecer um jovem aprendiz quando o vemos em cena com um velho conhecido. A ingenuidade da vez veio por parte de Rey, que apesar de lidar melhor com seu poder e conseguir ver a escuridão sem se sentir tentada por ela, ainda insiste na ideia de que ainda existe luz em seu adversário Kylo Ren. Já Carrie Fisher volta com sua melhor versão de sua personagem desde Uma Nova Esperança, sem nunca deixar de lado sua teimosia Carrie nos mostra a mulher poderosa e admirável que Leia se tornou, fazendo jus a uma frase dita a muito tempo por seu irmão "A força é poderosa na minha família."
  ‎Daisy Ridley nos dá uma atuação que dessa vez talvez tenha exigido um pouco mais dela, ela parece tão em sintonia com o papel que talvez por isso seja quase difícil diferenciá-la de Rey, do outro lado da balança temos Adam Driver que apesar de ter conseguido mostrar sua força, e que é páreo para sua adversária, continua parecendo uma criança birrenta e com isso permanece sendo um péssimo vilão.
O maior, e talvez único, ponto fraco do filme seja a pressa que ele pareceu ter para se livrar de alguns personagens apresentados no primeiro (como Maz Kanata e o Supremos Líder Snoke) é como se todas as novidades desse filme (como novas criaturas, personagens e cenários) tivessem como missão cubrir o lugar de alguns personagens. Fora isso o filme possui uma fotografia espetacular, uma trilha sonora que capta perfeitamente o enigma do filme e um roteiro repleto de pontos de viradas que realmente chocam.
‎Se esse filme foi como um último presente de Carrie Fisher para os fãs que ela amava tão carinhosamente, então afirmo com toda certeza que seu legado e o de sua eterna Princesa jamais serão esquecidos.

Carrie Forever ❤️

sábado, 2 de dezembro de 2017

Aqui jaz Felicidade


  O que é felicidade pra você?
 O conceito de felicidade é tão infinitamente ambíguo que o significado para mim pode não ser o mesmo para você.
O dicionário diz que felicidade é "É um sentimento humano de alegria, bem estar e de paz."
 Mas pense um pouco, de uma boa olhada ao seu redor. O que você vê? Quer que eu te diga? Você vê felicidade, em suas mais diversas formas.
 Felicidade é dar um passeio na paulista em pleno domingo ensolarado, é parar pra ouvir músicos de rua que estão lá só por tocar, é passar um domingo almoçando em família depois de uma semana inteira longe deles, é ir passear com seu cachorro (não porque é sua obrigação) mas só pra ver aquele rabo abanando de alegria, é marcar de encontrar seu amor pra ir no cinema ver um filme qualquer ou pra simplesmente ficarem em casa juntos vendo qualquer coisa da Netflix, é tomar sorvete num dia de calor infernal só por estar com vontade, é fazer pipoca e brigadeiro e maratonar sua série favorita que você não vê a um tempão, é fazer um gesto bobo na frente de alguém que você ama só pra tirar um sorriso dela.
 Você já deve ter visto artistas de rua certo? Claro que sim, eles estão em todos os lugares. Pense na última vez que você viu um. Pode ser um músico tocando MPB, um mágico fazendo ilusionismo, um grupo de idosos tocando bossa nova, uma banda de rock tocando algo bem Indie ou até mesmo um deficiente físico cantando Elton John. Pensar em alguma dessas cenas te traz algumas lembranças e possivelmente alguns sentimentos também certo?
 Só pense em porque eles fazem isso. Por que eles são "artistas de rua"? Sendo que alguns são tão talentosos que poderiam estar enlouquecendo multidões em diversos palcos por aí. A resposta é simples, é como eu ouvi de um mágico uma vez é pra trazer alegria para o público, ele sabe que ele não vai ficar rico (e que na verdade ele vai ganhar pouquíssimo dinheiro com isso) mas ele não se importa, ele faz isso pelo prazer de poder fazer, porque isso vai colocar um sorriso no rosto das pessoas e consequentemente no dele também, gentileza atraí gentileza.
  É‎ maravilhoso ver que com tantas atrocidades que acontecem no mundo ainda existem pessoas como esse mágico que estão dispostos a dedicar um pouco do tempo de suas vidas para trazer alegria pro mundo.
 ‎É assim que se muda o mundo, com um ato de generosidade que atraí outro, como um efeito dominó.